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terça-feira, 23 de julho de 2013

19/07/2013 às 22h32, última atualização: 20/07/2013 às 09h59.

Caminhada da Paz pede fim do cerol

Familiares, amigos e populares fizeram homenagem à Gleice Évelin, morta por linha de cerol no último domingo, em Aparecida

DIÁRIO DA MANHÃ
ELPIDES CARVALHO
A arte-finalista Gleice Évelin Galvão, 20 anos, morta no último domingo, (14), vítima de linha de cerol, foi homenageada, ontem à tarde, por volta das 16h, com a Caminhada da Paz, Sim à vida, Não ao Cerol. A marcha teve início na porta da casa da jovem, no Bairro Parque Industrial João Braz, em Goiânia, e percorreu até o local onde aconteceu o acidente. A Polícia Militar (PM) e a Guarda Civil Metropolitana (GCM) escoltaram a manifestação durante todo o trajeto.  Na ocasião, dor e emoção marcaram o evento por parte da família, amigos e pessoas que se uniram a causa. Segundo a PM, cerca de 250 pessoas participaram da passeata.   
Antes de dar início à caminhada, os manifestantes fizeram orações e, em seguida, eles percorram o destino entoando diversas palavras de ordens como: “Cerol é arma” e “Basta de cerol”. Eles ainda seguravam várias faixas e cartazes com questionamentos: “Cadê as autoridades? Quando vão tomar providência? Quando alguém próximo a eles se forem?”. Assim, em todo momento da marcha, as pessoas pelas ruas, calçadas, comércios e casas assistiam ao evento e apoiavam a causa.     
De acordo com Samara Galvão, 25 anos, irmã da vítima e que organizou a caminhada, o principal objetivo do evento é conscientização do não uso do cerol, além de linhas cortantes como a chilena, durante a brincadeira de soltar pipas. “Mas principalmente, resgatar valores humanos, porque as pessoas se esquecem de olhar para o próximo. De repente alguém vai brincar pelas ruas e uma família sai para passear e acontece uma tragédia ou fatalidade dessas que ocorreu com minha irmã”, diz.
A manifestação foi uma parceria com a Guarda Municipal e PM, que também estão desenvolvendo trabalho conjunto na apreensão de pipas com linhas cortantes. Segundo o guarda civil Leonderson, através do Disque Denúncia 153, eles vem conseguindo chegar até os infratores. “No caso de menores e na ausência dos pais é feito a condução até à Delegacia de Polícia de Apuração de Atos Infracionais (DEPAI), se for maior de idade, ele será levado imediatamente ao distrito policial”, explica.
Ainda de acordo com Leonderson, foram apreendidas, ontem, em cerca de duas horas de trabalhos, na região oeste da Capital, várias pipas, linhas chilenas e ceróis com crianças. “Nesse caso, os menores foram levados aos pais, foi feito ocorrência para que não se repita. Em caso de reincidência, eles podem ser encaminhados ao Conselho Tutelar ou, ao Juizado da Infância e Juventude”, afirma.  
Segundo a GCM, são recebidas pela instituição cerca de 100 denúncias por dia, envolvendo pessoas que brincam de soltar pipa usando linhas cortantes. Eles afirmam que os trabalhos ostensivos vão permanecer diariamente em todos os bairros da Capital.
De acordo com Fabrício, aspirante da PM, as equipes da polícia estão empenhadas no trabalho de fiscalização do cerol e linhas chilenas. “A equipe toda vez que monitora pessoas brincando de soltar pipa e verifica se há cerol na linha. Em caso positivo os pais são acionados e é feito um trabalho de orientação. O indivíduo sendo maior de idade, ele é encaminhando para a delegacia”, ressalta.
Entretanto, na chegada ao local do acidente, em que vitimou Gleice foi colocada uma cruz, várias rosas vermelhas e muita oração encerrou a caminhada. “A saudade é muito e deixa um grande vazio em toda família”, disse a irmã, Samara Galvão.  
Entenda o caso
No último domingo, (14), a arte-finalista Gleice Évelin, 20 anos, e o marido Ícaro Sérgio, 22 anos, trafegavam em uma moto pelas ruas do Bairro Parque Paraíso, na região oeste de Goiânia, quando ela foi atingida por uma linha com cerol. A vítima que estava na garupa da motocicleta teve um corte no pescoço e caiu no chão. Moradores da região chegaram a socorrê-la e a levaram para o hospital, mas a jovem não resistiu ao ferimento e veio a óbito. Na ocasião, o esposo dela que conduzia o veículo nada sofreu.     
A tragédia abalou muito a família. Gleice e Ícaro eram casados há três meses. Antes do ocorrido, ambos suspeitavam que a mulher estivesse grávida, mas não tiveram tempo para fazer os exames. No entanto, o resultado do laudo sobre a morte da arte-finalista, que sonhava ser modelo, será concluído pelo Instituto Médico Legal (IML), em cerca de 17 dias. Assim, após a finalização do documento pericial, ele apontará se a jovem realmente estava grávida.

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