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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

GM E EXERCITO FAZEM SEGURANÇA

5/2/2012, 13:44h Exército garante a segurança no Joia

Fluminense e Vitória da Conquista jogam pela 6ª rodada do Baianão

A segurança dos torcedores que irão acompanhar o jogo entre o Fluminense e Vitória da Conquista, na tarde deste domingo (5), no Estádio Municipal Alberto Oliveira (Joia da Princesa), será garantida por soldados do 35º Batalhão de Infantaria. Policiais militares, guardas municipais e militares da Força Nacional de Segurança também irão reforçar a segurança no local.

Uma vistoria na área interna e externa do estádio foi realizada na manhã deste domingo, pelo tenente coronel do 35º BI, Rogério Matos dos Santos e major da PM, Márcio Mazza. A ação foi acompanhada pelo prefeito Tarcízio Pimenta e diretor de Esportes, da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Lazer, Wilson Passos.

De acordo com o tenente coronel Santos, um efetivo formado por aproximadamente 200 homens, dentre policiais militares, guardas municipais, tropas do Exército e militares da Força Nacional, irá atuar no Joia da Princesa. “Foi analisado nesta vistoria a estrutura do estádio, para que possamos distribuir da melhor forma o efetivo, e assim contribuir para que a partida transcorra com tranquilidade. Os militares da Força Nacional vão permanecer em Feira de Santana após o jogo”, informou.

Na oportunidade, o diretor de Esportes Wilson Passos destacou a recuperação das condições do gramado do Joia da Princesa. “O tratamento que realizamos com a implantação de areia lavada começa agora a apresentar resultados. Como já foi explicado, o tratamento exige uma demanda de tempo maior para a grama crescer. Acredito que em 15 dias, no máximo, o gramado cobrirá totalmente o campo”, ressaltou. A sexta rodada do Campeonato Baiano 2012 em Feira de Santana acontecerá às 17h.

Agentes do Trânsito fazem uso de cassetetes e algemas

O presidente da AMTT disse que vai verificar os motivos destes dois agentes estarem usando o equipamento e se estiver irregular, eles serão advertidos.

Agentes de trânsito foram vistos nesta semana usando a tonfa (uma espécie de cassetete) e algemas na composição do uniforme. Um agente que preferiu não se identificar, disse que o equipamento faz parte do uniforme, mas apenas ele e outro companheiro é que usam. Eles circulavam durante o dia entre a Rua Balduíno Taques e Avenida Vicente Machado. De acordo com o presidente da Autarquia Municipal de Trânsito e Transporte (AMTT), coronel Edmir de Paula, o cassetete não faz parte do uniforme dos agentes. Segundo ele, apenas o pessoal do efetivo da Guarda Municipal pode usar armas. “E mesmo assim eles passam por treinamentos. Não é o caso dos agentes de trânsito”, diz. No sábado pela manhã, duas agentes de trânsito circulavam por esta região, mas sem as tonfas. Como equipamentos elas tinham apenas um rádio-comunicador. O presidente da AMTT disse que vai verificar os motivos destes dois agentes estarem usando o equipamento e se estiver irregular, eles serão advertidos.

Leia a matéria na integra no JM impresso.

Jovem assalta e espanca gerente da empresa São Joaquim. gm do piaui

Foi preso por uma equipe da Guarda Municipal da cidade de José de Freitas, o jovem Élson Aurélio da Costa, vulgo Helcinho. Ele é acusado, de em companhia de outro indivíduo, espancar e assaltar o gerente da empresa de ônibus São Joaquim, José Luis Soares.

O crime ocorreu na madrugada desta sexta-feira (03/02) a poucos metros da casa da vítima. De acordo com o comandante da Guarda Municipal, GM Cunha, o acusado foi encontrado e preso por voltas das 09h30, próximo ao bairro Ipiranga, também em José de Freitas.

O acusado teria confessado sua participação no assalto. Com ele foi encontrado e recuperado a carteira da vítima com todos os seus documentos e a quantia de R$ 500 em espécie.

A Polícia Militar prossegue as diligências à procura do segundo elemento, que também participou do assalto. Helcinho que seria usuário de drogas e tem diversas passagens pela polícia. Após ser preso, foi conduzido para a delegacia de polícia de José de Freitas, onde foi autuado em flagrante e conduzido em seguida para a Central de Flagrantes.

04/02/2012 10:48 Crack: a pior pedra do caminho

Livre do vício, vendedor de carros diz que esse é o maior mal que enfrentou na história de sua vida Aline Pagnan aline.pagnan@bomdiajundiai.com.br Nas últimas semanas tem se falado muito sobre o fim da cracolândia em São Paulo. No ano passado, Jundiaí viveu uma ação parecida quando a Guarda Municipal fez uma tentativa de tirar os usuários de crack da Vila Aparecida, mas o que se fez foi espalha-los por toda parte. A “pedra”, como é conhecida entre os viciados, não é tão fácil assim de ser combatida. Precisa muita coragem. O BOM DIA conversou com um ex-usuário, que contou o drama de viver drogado dos 15 aos 32 anos. Caiu no crack quando não tinha mais dinheiro para comprar cocaína, mais cara. E foi então que se afundou de vez: “Fui ao inferno”. Ele alerta a sociedade de que é preciso exigir uma ação eficaz dos governos e que de nada adianta virar o rosto e achar que o problema é dos outros. “É utopia achar que as drogas vão sumir do mundo. Mas também sou contra impor tratamento para os dependentes. O próprio usuário precisa ter essa consciência e querer sair dessa vida, mas só o fará com ajuda. Da família, das clínicas que o governo deve oferecer. Sem dor é impossível”, avisa ele, hoje bem empregado no ramo de venda de automóveis. Aos 35 anos, ele lembra que tudo começou com álcool. “Não é a solução, mas é um primeiro passo mudar a postura das famílias de deixar adolescentes consumirem álcool dentro de casa, mudar a concepção de que o caminho para as drogas é longo. Isso é mentira”, explicou. Para ele, as políticas públicas de ambulatórios e clínicas de reabilitação ajudam, mas só isso não resolve. “O crack é um grande problema para a sociedade. Destrói famílias inteiras. É preciso investir em clínicas de portas abertas, porque trancar alguém em um quarto, amarrá-lo em uma cama não resolve.” O jundiaiense classifica o vício no crack como uma doença “progressiva e fatal”. Ele chegou a dizer que é “incurável também”, mas seu exemplo mostra que há saída. Uma coisa puxa a outra/ Quando tinha 14 anos, ele começou a tomar uma cervejinha só para relaxar. “Na minha casa sempre teve muita bebida.” Aos 15, já fumava cigarro e tinha experimentado o lança-perfume num baile de Carnaval. Logo depois começou a fumar maconha. “Não tinha a dependência da maconha, mas ia associando álcool, cigarro e a droga, tudo junto.” Segundo ele, a combinação passou a não dar mais o “barato” necessário. Foi assim que conheceu a cocaína aos 16 anos. “Foi fácil viu, não tem segredo quando a gente quer algo e pode pagar”, alerta aos pais. “Era uma sensação de liberdade. Mas o grupo que eu frequentava usava pouco e eu queria cada vez mais. Eles usavam e iam para casa. Eu varava a noite cheirando.” Ele chegou a consumir dez gramas de cocaína no dia. A dependência foi piorando até que em 1999 veio a primeira internação. “Passei quatro meses em uma clínica de recuperação, fazendo terapia, acompanhamento e fiquei limpo. Mas voltei para casa e mantive os mesmos hábitos. Frequentava os mesmos lugares, via as mesmas pessoas e depois de três anos voltei a usar cocaína.” O crack /Foi nessa época que ele teve o primeiro contato com o crack. “A ação é mil vezes pior e a sensação é rápida. O vício aumenta na mesma proporção que a compulsão de usar.” A cada dia o problema ficava maior, a vontade de usar aumentava e a droga estava sempre ao alcance. “Eu gastava tudo o que tinha para consumir. Cheguei a trocar relógio, som de carro, e tudo mais o que tinha para ter uma pedra.” No auge do vício, ele chegou a usar 60 pedras de crack por dia. Chegou a se trancar três dias em um quarto de motel só para usar a droga. Voltava para casa destruído, passava outros dois ou três dias em uma enorme depressão e logo já queria mais crack. “Eu tinha consciência de que estava me matando. Foi então que eu despertei. Se eu não tivesse agido naquela hora, não estaria vivo.” Ele quis mudar. E, após outras quatro internações, mais terapia e acompanhamento psiquiátrico, e com apoio familiar, ele saiu da vida das drogas e hoje participa de grupos de apoio. “É importante levar essa mensagem de superação para outras pessoas. É possível sair disso. Mas é preciso querer.” E se engana quem pensa que ele se descuida. Sabe que cada dia é uma vitória por não cair no vício novamente. Dise apreende porções turbinadas Policiais da Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) de Jundiaí apreenderam na noite desta quinta-feira (02) 500 porções de crack turbinadas. As pedras maiores eram vendidas a R$ 20. Além do crack, outras 500 porções de cocaína e 11 trouxinhas de maconha foram encontradas na casa de um gerente do tráfico, em Cabreúva. A operação, coordenada pelo delegado Seccional Ítalo Miranda Junior e pelo delegado da Dise, Florisval Silva Santos, resultou na prisão de A. J. F. O., 21 anos. Cidades da região também têm suas próprias ‘cracolândias’ As cidades da região também têm problemas com o crack. Mas, ao contrário de Jundiaí, os usuários não se espalharam pelas principais ruas, ficando concentrados em determinados pontos. Em Itupeva, por exemplo, a polícia aponta um terreno no bairro do Calabró como ponto de encontro de usuários de crack. No local também há várias biqueiras para a venda do entorpecente. Já em Várzea Paulista, a Vila Real e o Jardim Bertioga são apontados por policiais como as cracolândias da cidade. Os usuários usam casas abandonadas para consumir a droga. Em Campo Limpo Paulista, o Jardim Vitória, conhecido por ter uma grande área de mata fechada na divisa com Várzea, e o São José 2 e 3, por causa das vielas e barracos, são os pontos preferidos dos usuários de crack. Segundo policiais ouvidos pelo BOM DIA, os locais são conhecidos pelas autoridades, mas como usuários não respondem mais criminalmente, o foco passa a ser as biqueiras onde a pedra é comercializada. “Essa é uma questão de saúde pública. Tratar o usuários é complicado, é caro, mas é uma das soluções. Enquanto isso combatemos a chegada da droga nos pontos de venda”. Para uma outra autoridade, o CAPs (Centro de Atenção Psicossocial-Álcool e Drogas) representa um avanço, "mas é preciso investir no preparo e capacitação dos profissionais. O CAPs não consegue resolver o problema da dependência química sozinho. Algumas decisões são clínicas, mas outras são sociais.” Para eles, apenas tirar os viciados das cracolândias não resolve o problema da dependência. “É preciso oferecer serviços para esses indivíduos, associados a outras medidas. Ao encarar a cracolândia como uma área de traficantes e apenas querer limpar o espaço, se corre o risco de piorar a situação daqueles que estão seriamente dependentes do crack.” Em julho do ano passado, a GM de Jundiaí fez uma operação que resultou na retirada de dez barracos utilizados por usuários de crack e óxi em terrenos na Vila Aparecida e no São Camilo. Alguns dias depois a reportagem encontrou usuários de volta. Mas com o pasar do tempo, eles se espalharam pelas ruas de Jundiaí e ocuparam áreas na Ponte São João ou praças como a Bandeira ou a das Rosas, no Centro. “Jundiaí não tem uma cracolândia como a de São Paulo. O que acontece é que coincidentemente os usuários se aglomeravam nos barracos da Vila Aparecida. Agora, eles se viram obrigados a ficar pelas ruas”, afirmou um dos policiais ouvidos pelo BOM DIA. Segundo reportagem da revista “Veja”, pesquisa mostra que 98% das cidades do Brasil têm problemas em razão do crack, sem que haja um plano nacional para mudar esse triste panorama.
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