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quinta-feira, 5 de novembro de 2015

STF define limites para entrada da polícia em domicílio sem autorização judicial
O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) conclui, na sessão desta quinta-feira (5), o julgamento do Recurso Extraordinário (RE) 603616, com repercussão geral reconhecida, e, por maioria de votos, firmou a tese de que “a entrada forçada em domicílio sem mandado judicial só é lícita, mesmo em período noturno, quando amparada em fundadas razões, devidamente justificadas a posteriori, que indiquem que dentro da casa ocorre situação de flagrante delito, sob pena de responsabilidade disciplinar, civil e penal do agente ou da autoridade e de nulidade dos atos praticados”.
A tese deve ser observada pela demais instâncias do Poder Judiciário e aplicadas aos processos suspensos (sobrestados) que aguardavam tal definição. De acordo com o entendimento firmado, entre os crimes permanentes, para efeito de aplicação da tese, estão o depósito ou porte de drogas, extorsão mediante sequestro e cárcere privado, ou seja, situações que exigem ação imediata da polícia.
O inciso XI do artigo 5º da Constituição Federal dispõe que “a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial”. No recurso que serviu de paradigma para a fixação da tese, um cidadão questionava a legalidade de sua condenação por tráfico de drogas, decorrente da invasão de sua casa por autoridades policiais sem que houvesse mandado judicial de busca e apreensão. Foram encontrados 8,5 kg de cocaína no veículo de sua propriedade, estacionado na garagem. A polícia foi ao local por indicação do motorista de caminhão que foi preso por transportar o restante da droga. De acordo com o entendimento majoritário do Plenário, e nos termos do artigo 33 da Lei de Drogas (Lei 11.343/2006), ter entorpecentes em depósito constitui crime permanente, caracterizando, portanto, a condição de flagrante delito a que se refere o dispositivo constitucional.
Em seu voto, o ministro Gilmar Mendes afirmou que a busca e apreensão domiciliar é claramente uma medida invasiva, mas de grande valia para a repressão à prática de crimes e para investigação criminal. O ministro admitiu que ocorrem abusos – tanto na tomada de decisão de entrada forçada quanto na execução da medida – e reconheceu que as comunidades em situação de vulnerabilidade social muitas vezes são vítimas de ingerências arbitrárias por parte de autoridades policiais.
Embora reconheça que o desenvolvimento da jurisprudência sobre o tema ocorrerá caso a caso, o relator afirmou que a fixação da tese é um avanço para a concretização da garantia constitucional da inviolabilidade de domicílio. “Com ela estar-se-á valorizando a proteção à residência, na medida em que será exigida a justa causa, controlável a posteriori para a busca. No que se refere à segurança jurídica para os agentes da Segurança Pública, ao demonstrarem a justa causa para a medida, os policiais deixam de assumir o risco de cometer o crime de invasão de domicílio, mesmo que a diligência venha a fracassar”, afirmou. O ministro explicou que, eventualmente, o juiz poderá considerar que a invasão do domicílio não foi justificada em elementos suficientes, mas isso não poderá gerar a responsabilização do policial, salvo em caso de abuso.
Dessa forma, o relator votou pelo desprovimento do recurso interposto pelo condenado contra acordão do Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia (TJ-RO).
Divergência
O ministro Marco Aurélio divergiu do relator para dar provimento ao recuso e absolver o condenado, por entender não caraterizado o crime permanente, e também por discordar da tese. “O crime teve exaurimento quando um dos corréus foi surpreendido conduzindo o veículo e portando a droga. Não se trata de crime permanente”, entendeu o ministro.
“O que receio muito é que, a partir de uma simples suposição, se coloque em segundo plano uma garantia constitucional, que é a inviolabilidade do domicílio", afirmou. "O próprio juiz só pode determinar a busca e apreensão durante o dia, mas o policial então pode – a partir da capacidade intuitiva que tenha ou de uma indicação –, ao invés de recorrer à autoridade judiciária, simplesmente arrombar a casa?”, indagou.
VP/FB

VITORIA A GCM DE GOIÂNIA

EMENDA A LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO Nº 060, DE 27 DE OUTUBRO DE 2015. Acrescenta o Artigo 21-A, ao Artigo 21 da Lei Orgânica do Município de Goiânia. A CÂMARA MUNICIPAL DE GOIÂNIA APROVA E EU PROMULGO A SEGUINTE EMENDA A LEI ORGÂNICA: Art. 1º Acrescenta o Artigo 21-A, ao Artigo 21 da Lei Orgânica do Município de Goiânia, que passará a vigorar com a seguinte redação: Art. 21-A. Os Servidores da Guarda Civil Metropolitana de Goiânia farão jus a aposentadoria especial baseando-se no § 4º do art. 40 da Constituição Federal, aplicando-se no que couber, o disposto no art. 57 da Lei Federal nº 8.213, de 24 de julho de 1.991, com suas alterações posteriores, reservando-se, ainda, o que dispõe na Lei Complementar Federal nº 144, de 15 de maio de 2.014. Parágrafo Único. Os integrantes do quadro de servidores da Guarda Civil Metropolitana, serão aposentados de forma voluntária, nos termos do art. 40, §4º, II e III, da Constituição Federal, sem limite de idade, com paridade e integralidade do último salário que receber desde que comprovem: I – 25 (vinte e cinco) anos de contribuição, contando com pelo menos 15 (quinze) anos de efetivo exercício em cargo de Carreira de Guarda Civil Metropolitano, para mulher; II – 30 (trinta) anos de contribuição, contando com pelo menos 20 (vinte) anos de efetivo exercício em cargo de Carreira de Guarda Civil Metropolitano, para homem. Art. 2º. Esta Emenda à Lei Orgânica do Município de Goiânia entrará em vigor na data de sua publicação, revogando as disposições em contrário. GABINETE DA PRESIDÊNCIA DA CÂMARA MUNICIPAL DE GOIÂNIA, aos 27 dias do mês de outubro de 2.015. Ver. Anselmo Pereira PRESIDENTE     Ver. Zander Fábio Ver. Giovani Antônio 1º Secretário 2º Secretário

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Guardas municipais são capacitados para utilizar pistolas de eletrochoque

Pistola de fabricação nacional dá choque menos potente que a taser.
Equipamento pode imobilizar totalmente o infrator sem matá-lo, diz GM.

Do G1 BA
Trezentos agentes da Guarda Municipal de Salvador estão sendo capacitados para a utilização de pistolas de eletrochoque de fabricação nacional de baixa letalidade, menos potente que o tradicional taser - arma de choque que já utilizada para imobilizar. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (15) pela prefeitura.
PM usa pistola Taser para imobilizar mulher e libertar filhos feitos reféns em Capivari (Foto: Edijan Del Santo/EPTV)Taser já é utilizada pela Guarda Municipal para
imobilização. (Foto: Edijan Del Santo/EPTV)
O treinamento é realizado na base do Grupamento de Operações Especiais da Guarda Municipal  (GOE), na Avenida Paralela. No total, dez grupos vão participar do treinamento.
De acordo com a prefeitura, as normas armas serão utilizadas de forma complementar ao taser para garantir a segurança da população, dos bens públicos e auxiliar na autodefesa do agente público.
Os novos equipamentos podem imobilizar totalmente o infrator, sem que esta ação possa levá-lo à morte, destacou em nota o gerente de desenvolvimento da Guarda Municipal, Carlos Damasceno.

Moto bate em veículo da Guarda Civil Municipal






 
 
Vanessa Osava
 
Os guardas civis municipais Hélio e Farias estavam em patrulhamento pelo Jardim Lagoa Nova, na noite de sábado. Quando acompanhavam uma moticicleta suspeita, outra moto colidiu com a viatura, no cruzmento das ruas Augusto G. Tolli e Sebastião Camargo. 
 
Os GCMs contaram que o condutor da moto não respeitou o 'pare' e bateu na viatura, que estava com os meios de sinalização sonoros e luminosos. O veículo foi atingido na lateral e o guarda Hélio perdeu o controle da viatura e adentrou em um comércio em reforma e bateu em um pilar de concreto. 
 
Uma testemunha disse que o guarda não estava com o giroflex ligado e nem com sinais sonoros. A motocicleta, que era perseguida, fugiu. 
Os guardas foram socorridos à Medical e o condutor da moto à Santa Casa. 
Leia a versão completa na edição impressa da Gazeta de Limeira 
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POLÍTICA 14/10/2015 09:28:36 - Atualizado em 14/10/2015 09:28

Uso de arma pela Guarda Municipal não agrada a população

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Fotografada por Evandro Freitas
Guardas municipais passam a usar arma em serviço - Foto: Evandro Freitas

VOLTA REDONDA
Segundo foi informado na tarde de ontem, 98 guardas municipais passaram a portar armas de fogo durante o exercício de suas funções. Isso não é novidade, pois há anos, os agentes da cidade trabalharam armados nas ruas, mas o atual comandante da corporação, major Luiz Henrique Monteiro Barbosa, fez com que cerca de 200 passassem por uma capacitação diferenciada para que pudessem renovar o porte de arma; exigido pela legislação em vigor. Só que, a notícia não agradou algumas pessoas.
Procuradas pela equipe de reportagem do A VOZ DA CIDADE para falar sobre a decisão, muitas pessoas garantiram que a ideia não é nada boa, já que muitos guardas municipais não estão preparadas para atuar com arma nas ruas. Mas de acordo com o comandante, para esses agentes, os cursos de capacitação são repetidos a cada dois anos, conforme exigência da lei.
“Estamos falando da Matriz Curricular Nacional, do Ministério da Justiça, que foi feita no 28º Batalhão da Polícia Militar (BPM), que precisa ser feito apenas uma vez.
De acordo com as pessoas contrárias à decisão, a maioria dos guardas não está preparada psicologicamente para usar qualquer tipo e arma. A estudante Eliane das dos Santos, 23 anos, declarou que há poucos meses presenciou uma ação de um guarda que, se estivesse armado teria cometido um crime. Disse que o fato ocorreu no bairro Aterrado, onde um homem parou por alguns minutos em frente a uma farmácia para esperar a mulher comprar remédio. Minutos depois, um agente se aproximou dele e ai começou o bate boca. “Por pouco do GM não agrediu o homem, que acabou deixando o local mesmo sem a mulher. Imagine se ele estivesse armado”, indagou a estudante.
Outro que não concorda com a decisão é o lanterneiro Gilmar Dias de Oliveira, 34 anos. Ele disse que a Guarda Municipal não é polícia. Para ele, somente policiais estão aptos a usar armas e, mesmo assim, muitas das vezes cometem erros. “Se a polícia que foi preparada falha com a arma na mão, imagine a Guarda Municipal”, questionou lanterneiro, ressaltando que a Guarda Municipal não precisa de arma, pois sua função não é enfrentar bandido.         
A dona de casa, Maria Aparecida de Assis, 42 anos, também é contra o uso e arma por guardas municipais. De acordo com ela, quem deve usar arma são os policiais e ninguém mais. Para a ela, o serviço dos guardas municipais não precisa de arma. “Sem arma, os guardas de Volta Redonda vivem cometendo arbitrariedade. Imagine com ela na mão. Já acham que são donos da cidade. Não sou a favor. Deveriam se preparar melhor”, destacou a mulher. Outras pessoas ouvidas pela reportagem também têm a mesma opinião. Não acreditam que com uma arma na mão os guardas irão respeitar mais as pessoas. “Vimos muitas barbaridades na cidade, principalmente em relação às multas de trânsito. Armados então; acho que vai piorar. Nada contra a profissão, mas por causa de alguns guardas”, disse uma moradora da cidade, que preferiu não se identificar.     
PREPARADOS
Segundo o comandante da GMVR, os agentes passaram pela avaliação psicotécnica, que foi aplicada pela Polícia Federal (PF) e pelo curso de tiro, que tem uma parte teórica e outra prática e que este ano foi ministrado no Clube de Tiro Cicuta, que funciona na fazenda São Lucas, em Barra Mansa. E aplicado pelo Centro de Tiro Urbano de Treinamento, de Belo Horizonte (MG), vencedor da licitação. Garantiu o comandante que foi cobrado de todos, muito rigor e profissionalismo. 
PREVISTO NA LEI
O curso de tiro é previsto na Lei 10.826/03 e no Decreto 5.123/04 e é dividido em duas partes: teórica e prática; sendo que ambas têm avaliações no final, que são eliminatórias e que deixaram os guardas municipais aptos para o manuseio da arma de fogo e o uso em serviço. Segundo o comandante, é importante frisar que isso não torna a Guarda Municipal mais violenta, mas sim mais equipada para que possa exercer a sua função com todos os recursos possíveis e trazer mais tranqüilidade à população, garantindo a excelência na execução do seu serviço, além de assegurar também a integridade física dele e de outrem.
Para o comandante, a utilização de equipamento de segurança tem que ser amparado pelo aspecto legal e qualquer excesso que venha a existir será devidamente apurado e responsabilizado. Ainda segundo ele, isso é um avanço, tendo em vista a ocupação das guardas municipais cada vez mais efetivas na segurança pública, o que é reforçado pela nova legislação, Lei 13.022/14, que foi sancionada em agosto do ano passado, onde é ratificado o porte de arma de fogo em serviço. 

Projeto que cria Guarda Municipal é enviado à Câmara em Uberlândia

Proposta inicial é que setor comece com 150 servidores, diz Prefeitura.
Segundo Legislativo, projeto deverá ir para votação em novembro.

Ricardo WelbertDo G1 Triângulo Mineiro
A Prefeitura de Uberlândia enviou nesta terça-feira (13) à Câmara Municipal, o projeto de lei que propõe a criação da Guarda Municipal. O Executivo espera que a proposta seja debatida e votada pelos vereadores até o fim de novembro. O Legislativo informou ao G1 que recebeu o documento, que deverá ser encaminhado à assessoria técnica para, depois, ser levado ao plenário.
O prefeito Gilmar Machado (PT) afirma que o projeto é um compromisso do Município com a segurança pública. "Uberlândia é uma das poucas cidades com mais de 500 mil habitantes que não têm guarda municipal. Trabalhamos mais de um ano no projeto e esperamos que, se a lei for aprovada, a guarda entre em funcionamento no final do primeiro semestre de 2016", disse.
Uberlândia é uma das poucas cidades com mais de 500 mil habitantes que não têm guarda municipal. Trabalhamos mais de um ano no projeto e esperamos que, se a lei for aprovada, a guarda entre em funcionamento no final do primeiro semestre de 2016.
Gilmar Machado, prefeito de Uberlândia
A proposta inicial é que a guarda funcione com efetivo de 150 pessoas, conforme previsto na Lei Federal 13.022/14, que institui normas gerais para o segmento. Uma semana antes aPrefeitura anunciou abertura de processo licitatório para contratar a empresa que fará o concurso público da administração direta do município.
Segundo a Prefeitura, as vagas destinadas à composição da guarda municipal já estão reservadas nesse concurso, que será realizado no próximo ano. Um projeto de plano de carreira específico também será elaborado para o novo quadro de servidores.
A assessoria de imprensa da Câmara explicou que depois que o presidente tiver acesso ao projeto, ele deverá ser encaminhado à assessoria técnica para, depois, ser encaminhado ao plenário. As sessões legislativas ordinárias do mês de outubro terminam nesta quinta-feira (15) e conforme previu o prefeito, o projeto deverá ir a plenário para votação apenas no mês de novembro.
Fundo nacional
Segundo a Prefeitura, com a criação da guarda, o Município terá acesso ao Fundo Nacional de Segurança Pública, que libera recursos para a aquisição de uniformes, armamentos, viaturas e outros componentes estruturais do órgão. Os guardas municipais passarão por 90 dias de treinamento antes de assumirem os postos. Eles serão responsáveis pela proteção preventiva com segurança externa ao patrimônio, visto que a vigilância interna é de incumbência dos agentes patrimoniais.

Motorista arrasta guarda municipal após achar que foi multado em SP

Guarda foi arrastado por 100 metros em Mongaguá, no litoral de São Paulo.
Agente ficou ferido: 'Caí no chão e ele jogou o carro para me atropelar'.

Mariane RossiDo G1 Santos
Guarda foi arrastado em avenida de Mongaguá (Foto: Jurandir Felix/Arquivo Pessoal)Guarda foi arrastado em avenida de Mongaguá
(Foto: Jurandir Felix/Arquivo Pessoal)
Um guarda municipal foi arrastado por um carro na contramão, por cerca de 100 metros, em uma avenida de Mongaguá, no litoral de São Paulo. Os jovens que estavam dentro do veículo haviam sido abordados pela Guarda Municipal durante uma força-tarefa.
Após o episódio, o agente ficou com ferimentos no rosto e nos braços e precisou ser encaminhado ao hospital.
No último sábado (10), a Guarda Municipal atuava em uma força-tarefa, em conjunto com a Polícia Militar e agentes de trânsito, no cruzamento das avenidas Governador Mario Covas Junior e Dom Pedro I, no bairro Plataforma Mongaguá.
Segundo a GM, um veículo preto parou no meio da avenida principal, bloqueando o trânsito. Os guardas municipais viram que os passageiros tentavam conversar com garotas que passavam pela rua e o carro estava impedindo o trânsito. Por isso, os guardas pediram para o motorista sair do local e anotaram a placa do veículo. O condutor questionou a atitude do guarda, mas resolveu seguir em frente. Alguns minutos depois, o mesmo carro preto voltou.
Eu fiquei com o corpo para fora [do carro] e com o braço direito para dentro. Ele deu um soco no meu rosto. Ele falava para o passageiro me soltar porque queria me atropelar"
Jurandir Felix, guarda municipal
“Ele parou o carro próximo à viatura e perguntou o motivo da multa. Eles acharam que eu havia multado. Os guardas mandaram ele encostar e descer do carro. Eu encostei perto da janela do motorista e comecei a gesticular com a mão direita. Ele puxou a minha mão para dentro do carro e mandou o passageiro me segurar. Ele saiu acelerando”, conta o guarda municipal Jurandir Felix, de 45 anos.
Sem conseguir se defender, o guarda foi arrastado por cerca de 100 metros, na contramão. Os homens jogaram Felix para fora do carro, com o veículo em movimento, e ainda tentaram atropelar o guarda municipal.
Avenida Mário Covas Jr., em Mongaguá (Foto: Divulgação/Prefeitura de Mongaguá)Ataque aconteceu na avenida principal
(Foto: Divulgação/Prefeitura de Mongaguá)
“Eu fiquei com o corpo para fora [do carro] e com o braço direito para dentro. Ele deu um soco no meu rosto. Ele falava para o passageiro me soltar porque queria me atropelar. Eu caí no chão e ele jogou o carro em cima de mim. Se eu não tivesse rolado para o lado, eu tinha sido atropelado”, conta ele.
O grupo também tentou puxar outro guarda municipal para dentro do carro, da mesma forma que ocorreu com Felix, mas o agente conseguiu se soltar.
Já um terceiro guarda também foi derrubado pelo grupo na hora em que os criminosos aceleraram o carro. Após o episódio, o grupo fugiu.
Como a placa do veículo foi anotada, a Guarda Municipal já tem alguns suspeitos de terem cometido o crime. A princípio, cinco pessoas estariam dentro do carro. Por enquanto, ninguém foi preso.
Felix ficou com graves ferimentos nos braços e também no rosto, além de dor de cabeça causada pela queda no chão. Ele está afastado do trabalho por questões de saúde, mas pretende voltar à função.
“A gente ama a Guarda. Amamos muito o serviço que a gente faz. Quando eu caí no chão, os moradores se preocuparam. A população nos valoriza”, contou o agente.
Em contato com o G1, a Prefeitura de Mongaguá disse que o Guarda Municipal foi socorrido e encaminhado ao Pronto Socorro Agenor de Campos com escoriações nos braços e na testa. O guarda deverá passar por uma perícia ainda nesta terça-feira (13).

Adolescente diz ser agredido por guardas municipais de Mogi

Rapaz foi abordado no Centro Cívico e disse ser usuário de maconha.
Prefeitura afirma que não houve agressão física ou verbal.

Do G1 Mogi das Cruzes e Suzano
Um adolescente de 17 anos procurou a Polícia Civil para registrar um boletim de ocorrência de lesão corporal. Segundo o documento, o rapaz afirma ter sido agredido por guardas municipais deMogi das Cruzes, no Parque Botyra Camorim Gatti, no Centro Cívico. O caso será averiguado e investigado pela Polícia Civil.
De acordo com o boletim de ocorrência, o rapaz esclareceu que é usuário de maconha e que, inclusive, ficou internado por seis por praticar um roubo. Segundo seu depoimento, ele estava acompanhado de sua namorada e um amigo para fumar maconha.
Neste momento, segundo o boletim de ocorrência, surgiram os guardas municipais e o trio correu em direção a um bar. De acordo com os relatos à Polícia Civil, os guardas municipais abordaram o adolescente e o levaram para uma sala no interior do parque. Segundo a vítima, os guardas teriam o agredido com chutes e tapas.
A Secretaria Municipal de Segurança informou que "não houve qualquer agressão física ou verbal por parte dos profissionais da Guarda Municipal contra cidadãos no Parque Botyra Camorim Gatti. Segundo o boletim de ocorrência registrado no 1º DP, trata-se de um caso de desacato, resistência e ameaça por parte do grupo abordado no espaço municipal. Após identificarem ação suspeita, os profissionais da Guarda Municipal fizeram a abordagem e procederam com a revista. Para a revista da mulher, solicitaram a presença de uma guarda feminina, conforme o procedimento padrão. A mulher abordada, contudo, demonstrou atitude violenta, não aceitou ser revistada, proferiu ameaças contra os guardas e tentou fugir a pé, após darem voz de prisão, em razão de desacato."
A secretaria acrescentou que "a Guarda Municipal possui uma estrutura com pessoal 24 horas no parque Botyra Camorim Gatti, além de câmeras de videomonitoramento da Ciemp e contato direto com a Polícia Militar."
A nota continua informando que "a Prefeitura de Mogi das Cruzes vem realizando uma série de projetos para qualificar a presença da comunidade no parque, afastando pessoas ligadas ao consumo de drogas e crimes. Entre as ações que estão sendo desenvolvidas está o projeto Agito no Parque, que leva atividades e uma grande aula de ginástica para a população, e a Escola Mirim de Trânsito, que atende escolas municipais, com atividades de educação para o trânsito. A Administração Municipal também está mantendo uma equipe de manutenção da Smel para atuar exclusivamente no parque, percorrendo o espaço para verificar a necessidade de limpeza de equipamentos ou manutenção de pintura. As intervenções necessárias são realizadas imediatamente."
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Guardas municipais e prefeitura chegam a acordo, e greve é suspensa

Agentes de Curitiba pararam por de 24 horas e prometiam estender ação.
Eles são contrários ao decreto que poderia ampliar a jornada de trabalho.

Do G1 PR
Os guardas municipais de Curitiba devem trabalhar normalmente nesta terça-feira (20). Eles recuaram da greve, após uma reunião com o secretário de Governo de Curitiba. Na segunda-feira (19), os agentes fizeram uma paralisação de 24 horas, que poderia ser postergada.

A categoria é contrária ao decreto 888/2015, que ainda não foi publicado, e prevê mudanças na jornada de trabalho. A cidade tem 1.400 agentes que se devidem nas rondas, conforme escada de trabalho.
Segundo a Prefeitura de Curitiba, 44% dos 394 guardas municipais, que deveriam estar nos postos de serviço nesta manhã, faltaram. A falta destes 173 agentes será avaliada pela administração municipal.
“É um problema que a administração tem que resolver. Porque a categoria decidiu ela suspensão da greve e retorno imediato das atividades. Os que estavam trabalhando voltaram ontem [segunda-feira] à noite. Os servidores estão nos postos de trabalho. Não haveria motivo para não estarem”, disse o vice-presidente do Sindicato dos Servidores da Guarda Municipal de Curitiba (Sigmuc).

O decreto
O Sigmuc afirma que a mudança na escala de trabalho, conforme o decreto, implica mais horas trabalhadas, sem aumento salarial. Por outro lado, a administração municipal afirmou que as horas trabalhadas, além da escala ordinária, serão pagas sem qualquer dano aos guardas municipais.

A decisão de voltar ao trabalho, conforme o Sigmuc, veio após uma reunião entre integrantes do sindicato e o secretário de Governo Ricardo Mac Donald Ghisi. Ficou estabelecido o limitador de 168 horas mensais aos guardas, uma folga dupla e, no caso dos meses com 31 dias, a equipe que trabalhar um plantão a mais receberá 12 horas.
A prefeitura avaliou a mobilização como injustificável e prejudicial à população e contestou os argumentos do sindicato.

Ainda na sexta-feira (16), a prefeitura conseguiu uma liminar contra a greve e que determinava o retorno das atividades.
Outras reivindicações da categoria, com vale refeição e titulações, ainda seguem em negociação.
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