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quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Guarda reforça segurança no Calçadão

Victor Augusto

Guilherme Baffi
O guarda municipal Fabiano Sanches exibe a arma de choque
Os guardas municipais já estão nas ruas, equipados com armas de eletrochoque. São 50 equipamentos capazes de disparar dardos eletrificados a até 8 metros de distância.

É mais um reforço à segurança no Calçadão neste período de festas de fim de ano, quando o movimento na área central aumenta - passa da média de 15 mil pessoas por dia para 75 mil. "Além das armas de eletrochoque, os guardas também possuem outros equipamentos de contenção, como por exemplo a tonfa (tipo de cassetete) e o spray de pimenta", afirma o coronel João Roque, comandante da Guarda Municipal.

Ainda de acordo com o coronel, as armas de choque só serão utilizadas em "casos extremos". São situações, segundo ele, muito específicas e só depois que todas as outras tentativas de conciliação falharem. "Os guardas estão muito bem treinados e equipados. Nossa orientação é que as armas de choque só sejam utilizadas em último caso. Temos todo um protocolo de segurança a ser cumprido", afirmou. De acordo com o agente Fabiano Luís Sanches, a arma possui dois cartuchos: um que atinge o alvo a 6 metros de distância e o outro, a 8 metros.

"Antes de disparar é possível ligar a mira a laser, o que naturalmente pode afastar a pessoa em situação de conflito. Caso não surta efeito, o agente ainda pode ligar a arma sem o cartucho, dessa forma ela forma um arco voltaico (tensão elétrica gerada a partir do momento em que o aparelho é ligado) e assusta a pessoa. Em uma última alternativa o policial municia a arma e efetua o disparo."

Conforme Sanches, a tecnologia é mais avançada que as armas utilizadas pela polícia canadense, que mataram um jovem brasileiro no ano passado. "Essa arma só não pode ser apontada para a cabeça, pescoço e região genital. Inclusive, pessoas com marcapasso podem ser atingidas sem qualquer problema para a saúde. Após o disparo, a pessoa é imobilizada e levada para avaliação médica", diz.
Fotos: Guilherme Baffi
Arma de choque: segundo o comando, uso só em último caso e a Guarda ainda conta com spray de pimenta



Reforço policial

Para as festas de fim de ano, 16 guardas municipais estarão no Calçadão. Eles se somam à operação "Papai Noel" da Polícia Militar, que também reforçou o efetivo. A PM não informa números. Cita um aumento de pessoal mobilizado nas rondas da ordem de 50%, mas não dá detalhes por considerar informação estratégica. "Faremos o rearranjo necessário em escalas para que tenhamos efetivo suficiente para atender a todas as demandas e aumentar a segurança na região central", afirmou o tenente Rafael Henrique Helena, relações públicas do CPI-5.

Além do ajuste nos horários de serviço dos policiais, haverá maior presença de equipes da Força Tática, da Ronda Ostensiva Com Apoio de Motocicletas (Rocam) e de policiais da atividade delegada ("bicos" legalizados por meio de convênio entre a PM e a Prefeitura). Há também o monitoramento feito por meio de 22 câmeras instaladas na área central e de outras 21, no terminal rodoviário. A vigilância "big brother" funciona 24 horas e já auxiliou na prisão de 24 pessoas e apreensão de 9 menores este ano.

Licitação fracassa pela quarta vez

Pela quarta vez apenas neste ano, a licitação para as obras da segunda etapa de revitalização do Calçadão de Rio Preto fracassou. Em outubro, uma única empresa apresentou proposta para realizar o serviço, porém, após analisar a documentação, a Prefeitura considerou a empresa inabilitada e deu a licitação como fracassada.

O valor orçado para a segunda etapa é de R$ 2,1 milhões. O primeiro edital foi aberto em junho deste ano e os envelopes com as propostas das empresas deveriam ser abertos em julho, porém nenhuma empresa manifestou interesse. Na segunda tentativa, a licitação foi prorrogada para agosto e depois setembro, porém as duas tentativas também fracassaram por falta de interesse.

O edital foi então reaberto e apenas uma empresa encaminhou proposta. A assessoria de imprensa da Prefeitura não informou o nome da candidata. Os envelopes foram abertos no dia 23 de outubro, mas problemas na documentação desabilitaram a candidata. A segunda fase da obra compreenderá o quadrilátero das ruas Bernardino de Campos, entre a Siqueira Campos e Prudente de Moraes, e a rua Siqueira Campos, entre a Voluntários de São Paulo e a General Glicério. Não há um novo prazo para que outra licitação seja aberta. 

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