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segunda-feira, 22 de outubro de 2012

19/10/2012 7:21

Poderoso Exército de Brancaleone


A problemática da violência em áreas urbanas densamente povoadas em cidades grandes e médias, do Norte ao Sul, do Leste ao Oeste do Brasil, é hoje uma das questões mais difíceis de resolver. A teoria da “interiorização da violência” há algum tempo está em revisão por abalizados sociólogos. A criminalidade organizada hoje é movida por interesses econômicos e procura infiltra-se até em organizações secularmente organizadas. Diante de tamanha complexidade, ninguém, em sã consciência, pode acreditar que será possível enfrentar e vencer, com repressão, grupos criminosos organizados e associados para roubar ou matar. Não é fácil enfrentar criminosos com repressão ou ampliação de instituições para o cumprimento de penas. Acreditar que uma guarda municipal, com missão de exercer vigilância comunitária, pode impedir o aumento de homicídios em uma comunidade é equívoco monumental. Segurança pública, de acordo com a Constituição Brasileira, é responsabilidade do Estado. O município pode colaborar custeando uma guarda patrimonial comunitária e melhorando a infraestrutura urbana. O serviço de mobilização comunitária em Minas é bem feito pela Polícia Militar por meio do PROERD (Programa de Educação e Resistência às Drogas) e do “Programa Vizinhança Solidária”. Uma guarda municipal desarmada só servirá para operar serviços de educação comunitária. Guarda Municipal armada é fazer o que já faz a PM: repressão para prevenir crime; uma guarda municipal desarmada nada mudará na estatística da criminalidade organizada.

Sem armas

Se no Brasil um prefeito decidir criar uma guarda municipal desarmada, logo concluirá que o serviço não oferecerá resultado satisfatório. Uma guarda armada é a mesma coisa que aumentar o efetivo da Polícia Militar, sem a mesma experiência desta. A criminalidade tende a crescer em todos os Estados brasileiros. Este não é um probleminha isolado nem local.

Boa intenção

É louvável a boa intenção dos prefeitos que desejam colaborar com o Estado para reduzir a criminalidade na própria paróquia. No entanto, no Brasil há estudos sérios, feitos por especialistas que concluíram que repressão e aumento do cumprimento de penas não são suficientes para impedir o crescimento da criminalidade em áreas urbanas em crescimento.

Brancaleone

Em Uberlândia, o futuro prefeito, Gilmar Machado, que na campanha eleitoral prometeu criar uma guarda municipal para reduzir a criminalidade na cidade, se quiser, poderá discutir o assunto com o Estado antes de criar uma corporação dispendiosa e com a feição do “Poderoso Exército de Brancaleone”. Crime organizado é fogo aceso!

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