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segunda-feira, 16 de setembro de 2013

27/08/2013 16:00

Guarda com revólver vai a votação nesta terça

Vereadores votam, em primeira discussão, proposta polêmica que prevê arma de fogo na corporaçãoVINÍCIUS MARQUES
vinicius@bomdiariopreto.com.br
Guardas municipais de Rio Preto faziam vigilância na UBS no bairro Nova Esperança quando dois homens chegaram numa moto. “Eles mostraram revólver e falaram. Vamos dar uma volta e vocês devem sair daqui”. Em outra ocorrência, no bairro Santo Antonio, agentes da Guarda viram um homem fumando maconha perto de um posto de saúde. O suspeito sacou uma arma de fogo e disse: “Aqui quem manda é a gente, guardinha.” Os agentes se afastaram do local.

As duas cenas ocorreram no ano passado e foram relatadas pelo presidente da Associação da Guarda Municipal de Rio Preto, Sílvio Pedro da Silva.

“Com certeza, se a Guarda andasse armada iria intimidar  e poderia até evitar situações assim. Os agentes tiveram de deixar o local”, afirmou Silva.  

São argumentos assim que vão acirrar a sessão de hoje na Câmara. Vereadores vão votar polêmico projeto de José Carlos Marinho (PSB) que prevê que a corporação utilize armas de fogo. O prefeito Valdomiro Lopes (PSB) diz ser contra autorizar o armamento.

“Os bandidos vão respeitar mais a Guarda se eles tiverem armas”, defende o vereador. O projeto precisa de nove votos para ser aprovado. Se passar, pela legalidade, tem de ser votado novamente, no mérito. “Maioria dos vereadores disse que vota a favor”, diz Marinho.

O uso de armas de fogo por agentes municipais é permitido por lei, em cidades com mais de 50 mil moradores. A decisão, porém, compete ao prefeito e é preciso curso e autorização do Exército para compra das armas. “Não queremos ter arma por graça. É para atender melhor a população”, diz Silva. Ele lembra que em cidades como Catanduva a guarda tem armas. A briga por uso de armas pode parar na Justiça.
MAIS
Armar é um processo, diz diretor da Guarda O diretor da Guarda Municipal de Rio Preto, João Roque Borges Souza, disse ontem ao BOM DIA que o armamento da Guarda é um “processo.” “Vai acontecer. Mas para isso é preciso todo um processo. Lei federal permite e a decisão é do chefe do Executivo”, afirmou. Roque disse desconhecer casos em que agentes deixaram ocorrências porque
estariam sem armas.
145 agentes atuam na Guarda Municipal
PM vê ‘desvio de função’ da corporação O comandante da PM de Rio Preto, Azor Lopes da Silva Júnior, disse ontem que para “seguir o que determina a Constituição”, a guarda municipal não precisa de armas. “Se atuam em outras áreas, não só defesa do patrimônio, a guarda está mal direcionada, e há desvio de função”, disse.
Prefeito é contra, afirma secretário 
Valdomiro é contra uso de armas de fogo pela Guarda, segundo o secretário de Comunicação, Deodoro Moreira.  Ele diz que está “em estudo”, uso de armas não-letais, como taser, arma de choque.

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