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quarta-feira, 31 de outubro de 2012


Pará
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Segurança não deve ser deixada de lado




Em uma cidade composta por mais de 390 mil jovens entre 15 e 29 anos - de acordo com o último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) , a maior preocupação com a garantia da segurança passa longe do simples aumento de efetivo dos profissionais que atuam na coibição e prevenção de crimes e delitos, apesar da necessidade.
Com 914 homens na ativa e mais 315 em preparação, a Guarda Municipal de Belém, órgão de vigilância do município, possui, atualmente, um déficit de pelo menos 1.700 homens. Independente disso, para o geógrafo e especialista em segurança pública e planejamento urbano, Aiala Colares, o principal desafio da segurança para a gestão de Belém está ligado à implantação de políticas públicas que atuem de dentro para fora nos bairros mais necessitados. “Quando se pensa em políticas públicas, se percebe a ausência de projetos sociais que não atingem alguns bairros de Belém. As políticas públicas, hoje, ficam muito aquém do que a população precisa”, afirma o especialista. “O principal desafio é fazer com que políticas cheguem às áreas que mais precisam, pensadas de dentro para fora”.



JUVENTUDE
Em processo de realização de um estudo que avalia a geografia do crime na metrópole, o professor não consegue ver outra saída para a diminuição da criminalidade que não a prevenção a partir dos jovens. “Hoje a quantidade de jovens envolvidos na criminalidade é muito grande. Que projetos municipais de cultura e lazer que realmente funcionem nós temos hoje?”, questiona. “Não conheço projetos que procurem tirar os jovens das ruas. Existe uma dificuldade grande de manter alunos dentro da sala de aula. São problemas que, muitas vezes, estão dentro do ambiente familiar. Os jovens se envolvem muito cedo nos crimes”.
Apontados por muitos como uma das grandes medidas para coibir a violência nos bairros periféricos, o asfaltamento de ruas também não é visto por Aiala como a melhor saída para os problemas enfrentados por Belém com relação à criminalidade. “Mas do que asfaltar ruas, é necessário fazer com que o asfalto chegue junto com outros projetos sociais. Só o asfalto gera conflito entre a polícia e os criminosos”, acredita.
“Hoje, o que se tem é uma cultura do crime e o grande desafio da prefeitura é saber como quebrar esse modelo para construir um novo tipo de cultura que parta do olhar de quem mora na periferia”.



GBEL
Subcomandante da Guarda Municipal de Belém, o inspetor Adailton Tavares, também acredita que a prevenção é um dos caminhos que podem levar à diminuição da violência. “A constituição prevê que a Guarda deve proteger bens, serviços e instalações, mas não nos exime em colaborar na segurança pública. Nós, inclusive, sempre somos chamados para atuar em operações conjuntas com as Polícias Civil e Militar”, afirma. “Nós também atuamos de forma ostensiva através de agentes em pontos fixos e das rondas ostensivas”.
(Diário do Pará)

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