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quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Prefeito diz que atentado à Guarda Municipal ‘cheira a uma grande farsa’

Ônibus do órgão foi atingido com três tiros, no início deste mês. O prefeito de Manaus, Arthur Neto, disse não dará armas aos guardas
quinta-feira 27 de novembro de 2014 - 7:00 AM
Da Redação / portal@d24am.com
Arthur Neto disse que não irá armar a Guarda Municipal porque isso exige formação de corregedoria.Foto: Raimundo Valentim/Acervo DA
Texto:  Iury Carvalho/Record News Manaus e da Redação
Manaus - O prefeito de Manaus, Arthur Neto (PSDB), disse que o atentado contra o ônibus da Guarda Municipal, ocorrido no dia 1º deste mês, no Complexo Turístico da Ponta Negra, zona oeste da capital, “cheira a uma grande farsa”.
Arthur disse que não está acusando ninguém e não pensa em armar a categoria. “Armar, nem pensar. Armar para que e como? Uma guarda que não tem corregedoria. Para eles merecerem isso, vão ter que primeiro se enquadrar às regras de disciplina que eu vou colocar para eles com clareza”, disse o prefeito, em entrevista ao programa Dez na TV, na Record News Manaus, da Rede Diário de Comunicação (RDC), que edita os jornais DIÁRIO DO AMAZONAS e DEZ Minutos, e o portal www.d24am.com.
Sobre a pressão feita pelos guardas municipais para que possam andar armados, Arthur afirmou que o armamento “não é um brinquedinho de Natal, que eu possa dizer: olha meu filho, você ganhou um revólver”, ironizou o prefeito.
No início deste mês, o ônibus da corporação instalado na Praia da Ponta Negra foi alvejado por três tiros durante a madrugada. Ninguém ficou ferido. Dos quatro servidores que prestavam serviço no ônibus, nenhum estava no veículo.
Alegando insegurança na época, os guardas municipais paralisaram as atividades por 24 horas. Eles reivindicam o cumprimento da Lei nº 1.332/2014, sancionada pelo governo federal, que estabelece o uso de arma de fogo durante o trabalho aos profissionais de segurança. A reivindicação foi apresentada à Câmara Municipal de Manaus (CMM).
Segundo o presidente da Associação dos Guardas Municipais de Manaus (Agmman), Domingos Torres, dias após o atentado alguns guardas permaneciam temerosos em cumprir o serviço.
“Trabalhamos sem nenhum equipamento de proteção, seja colete balístico, arma de fogo ou não letal. Estamos vulneráveis em qualquer parte da cidade. Se não temos como nos proteger, como podemos oferecer segurança à população?”, questionou.
Os agentes de segurança do município têm salário de R$ 1,8 mil por mês, por 12 horas de trabalho em regime de escala.

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