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quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

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Três indiciados por morte em mercado

Ana Cláudia Alves da Silva foi assassinada durante uma tentativa de assalto a um supermercado no Jardim dos Estados, em outubro de 2014


Braian Junior da Silva Café se reservou o direito de falar somente perante um juiz
JOANICE DE DEUS
Da Reportagem

A Polícia Civil indiciou três pessoas pela morte da vendedora Ana Cláudia Alves da Silva, de 26 anos, baleada durante um assalto em um supermercado no bairro Jardim dos Estados, em Várzea Grande. Entre os indiciados, está um guarda municipal, que na hora do crime trabalhava como vigilante do estabelecimento.

O crime aconteceu no dia 22 de outubro do ano passado. Acompanhada do marido, Ana Cláudia estava no mercado Bom Gosto, quando Braian Junior da Silva Café e Edemar Echiarra do Nascimento, ambos de 19 anos, entraram e anunciaram o assalto. Eles tiveram a prisão temporária (30 dias) decretada pela Justiça.

Em seguida, houve troca de tiros entre os assaltantes e o guarda municipal Evanildo Laurindo da Silva, de 46 anos. O roubo tratado como latrocínio também terminou com o ferimento de uma jovem de 27 anos, que ainda está com o projétil alojado no corpo. Socorrida pelo marido, Ana Cláudia morreu dois dias após o assalto em razão do ferimento no tórax.

De acordo com o delegado adjunto da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Antônio Carlos de Araújo, as investigações e o exame de balística comprovaram que o tiro que atingiu a vendedora partiu da arma do guarda municipal, uma pistola 380. “O guarda municipal é o autor dos disparos que ceifaram a vida de Ana Cláudia. O projétil encontrado no veículo do esposo da vítima foi fundamental para comprovar a arma do crime, a pistola 380 que apreendemos do guarda", reforçou o delegado.

Com a prisão temporária decretada, Edemar Nascimento está foragido. Já Braian encontra-se preso desde o dia 24 de dezembro do ano passado, na Cadeia Pública do Capão Grande, em Várzea Grande, acusado de tentativa de homicídio contra a companheira. O guarda municipal não teve seu pedido de prisão expedido.

Detido na DHPP, Braian Júnior foi interrogado, mas tem se reservado ao direito de só se pronunciar na Justiça. Porém, segundo o delegado Araújo, ele demonstra frieza em relação ao crime.

Conforme Araújo, o guarda municipal foi indiciado por homicídio doloso, quando há intenção de matar. Já os dois assaltantes responderão por latrocínio ou roubo seguido de morte, além da tentativa de latrocínio que lesionou a outra jovem, que também estava no mercado, e foi atingida por um disparo na região do quadril.

Marido de Ana Cláudia, o vendedor Diego Souza esteve ontem pela manhã na DHPP para acompanhar o rumo das investigações. “Agora com o indiciamento, espero que seja feita a justiça. Que seja cumprido o que a lei determina. Mas, se precisar a gente vai para a rua pedir justiça”, disse. A família da vítima já realizou ao menos dois protestos contra a violência em Várzea Grande.

Araújo lembrou ainda que a DHPP assumiu o caso após o dia 17 de novembro e a elucidação do crime foi bastante complexa porque não houve preservação dos vestígios e do local do crime. O fato de não ter havido perícia exigiu da Polícia Civil buscas de outras provas que esclarecessem e levassem a autoria dos fatos. 

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