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quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Guarda Municipal de Rio das Ostras, RJ, começa paralisação de 72 horas

Agentes fazem manifestação na Rodovia Amaral Peixoto.
Eles reivindicam a regularização das escalas de trabalho.

Do G1 Região dos Lagos
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A guarda municipal de Rio das Ostras, Região dos Lagos do Rio de Janeiro, começou uma paralisação de 72 horas nesta segunda-feira (16). Pela manhã, os agentes se concentraram na sede do sindicato da categoria, que fica na Rodovia Amaral Peixoto. Quase metade de todo o efetivo da guarda estava no local com cartazes, faixas e gritando palavras de ordem.
Os guardas municipais de Rio das Ostras reivindicam principalmente a regularização das escalas de trabalho que, de acordo com os manifestantes, não foram aprovadas pelo poder legislativo municipal e estariam sendo distribuídas sem critério. Os agentes afirmam que cumprem, pelo menos, três diferentes tipos de escalas.
Além disso, os guardas pedem mudança na escolaridade dos agentes para acesso a corporação, manutenção das gratificações em períodos de férias, afastamento por saúde e acidentes de trabalho.
De acordo com a liderança do movimento, só foram mantidos os guardas nos serviços fundamentais como as emergências médicas, pronto-socorro, hospital e para emergências de trânsito. Por volta das 9h30, todos os manifestantes tomaram metade da RJ-106 e partiram em direção ao Centro da cidade.
Atualmente, em Rio das Ostras, trabalham 445 guardas municipais. Entre as atribuições da categoria, estão defender o patrimônio e garantir funcionamentos de serviços públicos de responsabilidade do município. Porém, eles estariam acumulando funções como agente de Defesa Civil, guarda-vidas, guardas ambientais e agentes de trânsito sem as condições necessárias de trabalho.
Segundo com os servidores, em julho deste ano, uma negociação com a prefeitura teria resultado em um acordo que não foi cumprido. Os manifestantes esperam uma nova rodada de negociação e, caso não ocorra, a paralisação de 72 horas pode se estender por tempo indeterminado.
A prefeitura informou que não houve quebra de acordo com o sindicato. A administração do município teria aceito a proposta da categoria de uma nova escala, desde que não onerasse a folha de pagamento. Como não foi viável, voltou a valer a escala anterior. Por conta da paralisação, a Polícia Militar reforçou o patrulhamento nas ruas com mais 26 homens.
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