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sábado, 15 de junho de 2013


Isso aqui vai virar uma Turquia', diz grupo em novo protesto no RS

Guardas municipais montam guarda em frente à prefeitura de Porto Alegre Foto: Carlos H. Ferrari / Futura Press
Guardas municipais montam guarda em frente à prefeitura de Porto Alegre
Foto: Carlos H. Ferrari / Futura Press
  • Daniel Favero
    Direto de Porto Alegre
Pelo menos 2 mil pessoas fizeram uma manifestação, na noite desta quinta-feira, contra o aumento da passagem de ônibus de Porto Alegre, onde o preço está congelado por força de liminar, e para apoiar as mobilizações que têm ocorrido em diversas partes do País. Os manifestantes relacionavam a mobilização com os protestos no exterior. “Isso aqui vai virar uma Turquia”, gritavam. Apesar do caráter pacífico, muros foram pichados e vidraças de bancos foram quebradas no trajeto que percorreu as principais ruas da capital gaúcha. Já no final, houve confronto com a polícia com lançamento de bombas de efeito moral, após lixeiras terem sido incendiadas.
De acordo com a Brigada Militar, a manifestação foi tranquila, mas, durante a caminhada, houve depredação do patrimônio público e privado, o que provocou a prisão de 23 pessoas. A polícia também alega que, em momentos do protesto, foi apredejada por alguns manifestantes.
A mobilização começou por volta das 18h em frente a prefeitura, onde munidos de cartazes, e alguns com os rostos cobertos, os manifestantes começaram o ato. A Guarda Municipal fez um cordão de isolamento por temores de novas tentativas de invasão - que não se confirmaram -, enquanto manifestantes gritavam palavras de ordem prometendo parar o Brasil, pedindo a presença do prefeito etc.
Por volta das 19h, começaram a marchar pelas ruas do Centro de Porto Alegre. Manifestantes picharam muitos muros, viraram lixeiras, jogaram pedras contra vidraças de bancos e picharam ônibus parados no caminho em meio ao trânsito parado. 
Mas, dada a diversidade do movimento, vários manifestantes criticavam a atitude de vandalismo de alguns: “imbecil”, “isso não é estudante”, diziam. Além disso, enquanto lixeiras eram viradas, um grupo tentava arrumar a bagunça colocando-as no lugar.
Já saindo do Centro da cidade, um manifestante jogou gás de pimenta contra outro que tentava quebrar os vidros de um banco. Em meio a tudo isso, a Brigada Militar (PM local) apenas observava, e, até então, não agiu em nenhum momento, mesmo após rojões terem sido detonados ao lado de policiais. 
A situação ficou mais tensa quando os manifestantes chegaram à avenida João Pessoa, na Cidade Baixa. Lixeiras foram reviradas e incendiadas, provocando a reação da polícia, que atirou bombas de efeito moral para dispersar os manifestantes. Fachadas de estabelecimentos comerciais também foram atingidas. O Bar Pinguim, na rua Lima e Silva, cujos garçons são acusados de homofobia, foi depredado por alguns manifestantes.

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