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domingo, 26 de maio de 2013

Dário Cesar entende necessidade de arma

Guarda Municipal deve usar arma

O secretário de Defesa Social, Dário Cesar, disse em entrevista ao programa Pajuçara Na Hora, realizada no dia 3 deste mês, que a violência em Maceió evoluiu bastante nos últimos anos. Por consequência, para ele, não adianta colocar um guarda municipal desarmado para proteger o patrimônio público.
“Colocar um guarda municipal para proteger um patrimônio e não permitir que ele use arma é o mesmo que não colocar ninguém”, observou. “Hoje em dia o policial mesmo armado, com colete e viatura é recebido a bala”, complementou. Segundo o secretário, inclusive, a maioria das pessoas que partem para o enfrentamento é jovem, sob o efeito de uso de drogas e “sem nenhum compromisso com sua vida”.
Para ele, esse problema é uma questão de cultura. “Um jovem de 16 anos quando tira a vida de um pai de família é tratado como uma criança. E eles têm a certeza da impunidade”, lamentou. “Se tem discernimento para votar, penso eu que eles têm que ser tratados pela altura de seus atos”, ressaltou.
O secretário acredita que há ainda muita hipocrisia em relação a essa questão. “Se ele não tem discernimento para responder pelo crime, então que aumente também a idade mínima para as obrigações eleitorais”, observou.
Nesse contexto, Dário Cesar ressaltou que se exige da polícia uma ação impossível. “As famílias estão cada vez mais desagregadas. E grande parcela da sociedade está doente. As pessoas ficam em frente à televisão, assistindo reality shows e participantes que ganham milhões fazendo festa e tomando banho de piscina. Aí dizem que a polícia tem que resolver”, relatou. “Os filhos estão sendo criados nas ruas e não tem escola que preencha essa lacuna. Como é que a gente vai fazer a ressocialização de alguém que não foi nem socializado?”, questionou.
"Se o problema fosse só de polícia, quando a gente tira o bandido de circulação os crimes acabariam também", observou. “Eu não acredito que a gente possa reduzir a violência apenas com ações de polícia. Muito ao contrário. A polícia é um paliativo. Você tem que ir nas causas. O pano de fundo é sempre social, é a educação, que deve ser cada vez mais em tempo integral”, relatou.
O secretário disse ainda que a prevenção é fundamental para reduzir gastos com presos, por exemplo. "O sistema prisional alagoano tem crescido muito na área de reeducação e tem se tornado referência no país. Mas cada presidiário custa R$ 2 mil por mês", afirmou.

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