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domingo, 2 de setembro de 2012

29/08/2012 12:38

Polícia diz que vai continuar combatendo o crime

Um dia após atentado contra guarda civil municipal, forças policiais afirmam que não vão recuar Adriane Souza
adriane.souza@bomdiasorocaba.com.br
Indiciado por tentativa de homicídio na madrugada desta terça-feira (28), no Plantão Policial Norte, Edivan da Silva Gomes, 19 anos, contou que foi contratado por um homem identificado apenas como Maicon para participar de uma ofensiva contra guardas civis municipais que patrulhavam a avenida Ulysses Guimarães, zona norte de Sorocaba.

Para o trabalho, ele receberia R$ 500 e uma moto nova. Sua função seria guiar a motocicleta para que o garupa efetuasse os disparos.

Incidente/ Durante o patrulhamento, a viatura da GCM parou no prédio da Oficina do Saber do Parque das Laranjeiras. A moto passou no local uma vez, fez retorno e o garupa atirou contra a viatura. Naquele momento, o GCM Bonvino foi atingido no tornozelo esquerdo.

Socorrido à Unidade Pré-Hospitalar da Zona Norte, o guarda foi transferido para o Hospital Modelo, onde passou por cirurgia para remover uma das balas que ficou alojada. Ele passa bem.

A motocicleta passou por outras viaturas da GCM. Quando foi abordado na entrada do Conjunto Habitacional Ana Paula Eleutério, o Habiteto, Edivan estava sozinho. O atirador conseguiu fugir, mas está sendo procurado.

No momento da abordagem, Edivan explicou que o objetivo de Maicon era coibir a atuação das forças policiais na avenida, pois eles estão dificultando a venda de entorpecentes.  Foram apreendidos seis cartuchos de calibre 380.

Sem intimidação/ O secretário da Segurança Comunitária, Roberto Montgomery Soares, diz que é uma questão de tempo até o segundo envolvido no incidente ser preso. “A Polícia Civil está investigando e em breve teremos a identidade do segundo envolvido.”

Para ele, esta atitude não significa que as forças policiais da cidade vão se intimidar. “A avenida deve ser frequentada por pessoas de bem. Por isso, atuamos para identificar e afastar os usuários de entorpecentes, pois sem eles não há tráfico”, acrescenta.

O secretário diz ainda que o combate a criminalidade na avenida é feito de forma integrada.
Dividir para conquistar
Operações da Polícia Militar e patrulhamento da Guarda Municipal farão parte da rotina da avenida; objetivo é afastar usuários de entorpecentes e identificar vendedores
“Faremos alterações básicas no modo de operação”, informa o comandante da Guarda Civil Municipal, Carlos Eduardo Paschoini.

Segundo ele, a adequação será um item a mais para coibir a ação de criminosos perante as áreas públicas que estão ao longo de toda a avenida Ulysses Guimarães.“Todos os guardas estão devidamente equipados e preparados tecnicamente para enfrentar este tipo de situação”, ressalta o comandante da GCM, que afirma ainda que o patrulhamento naquela área não será interrompido.

Militares em atividade/ O patrulhamento constante também é uma das estratégias adotadas pela Polícia Militar.

O capitão Vanclei Franci, que é responsável pelo setor de assuntos civis do 7º Batalhão da Polícia Militar do Interior, acrescenta que as viaturas da Força Tática estão sempre presentes na avenida.“A PM realiza operações constantes naquele local, nas quais apreende muitos criminosos e grande quantidade de entorpecentes”, esclarece.
Ainda segundo ele, a Polícia Militar está preparada para enfrentar momentos hostis e  o trabalho será mantido.“Pedimos para que as denúncias continuem, pois com a colaboração dos cidadãos de bem poderemos eliminar a criminalidade naquela área”, finaliza.
Luta constante
AdolescentesAs forças policiais da cidade chamam a atenção para o grande número de adolescentes envolvidos com a venda de entorpecentes na avenida Ulysses Guimarães: apesar do aumento expressivo de flagrantes, eles são repostos rapidamente.

Drogas pesadas95% dos entorpecentes apreendidos com traficantes da avenida são cocaína e crack; a maconha é pouco vendida naquela área.

Fácil acessoAtingindo quatro bairros, a avenida Ulysses Guimarães possui fácil acesso para os usuários de entorpecentes, que costumam ser de classe média e ter receio de entrar em bairros já dominados
pela polícia.

Nada de vendasO subcomandante da Guarda Civil Municipal, Benedito Zanin, afirma que desde que a Operação Presença teve início, “nenhuma única pedra de crack foi vendida na avenida. Isso gerou a revolta e a represália de grandes traficantes”.

OrigemA polícia acredita que o entorpecente que abastece a avenida vem do Habiteto; grande parte dos menores detidos na via são de lá.
Força totalA Guarda Municipal atua com aproximadamente 400 oficiais, 80 veículos e cinco bases comunitárias. O patrulhamento é realizado em áreas e prédios públicos em todos os bairros da cidade.
181é o telefone do disque-denúncia, que atende de graça, todos os dias da semana, durante 24 horas

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