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sábado, 26 de dezembro de 2015

Estância: sem o 13º, professores invadem prefeitura
Quase 300 professores ocupam o local, mas saem horas depois
Revoltados com não pagamento do décimo, professores invadem prefeitura (Fotos:Enviada por uma professora)
O clima na sede da prefeitura de Estância nesta quarta-feira, 23, foi de guerra. Isso porque os professores da rede municipal invadiram o prédio em protesto contra o não pagamento do 13º salário e o descumprimento do acordo firmado em assembleia realizada na Câmara de Vereadores do Município, onde o prefeito garantiu que seria pago ainda nesta quarta-feira, 23, o valor referente à 1/6 das férias dos trabalhadores. Cerca de 300 professores ocuparam a prefeitura, mas acabando deixando o local horas depois.
“O prefeito Carlos Magno disse que não ia pagar o décimo dos educadores e servidores administrativos da Educação, suspendeu o expediente e mandou a Guarda Municipal fechar as portas. Até spray de pimenta jogaram nos trabalhadores”, lamenta a coordenadora do Sindicato dos Trabalhadores na Educação do Estado de Sergipe (Sintese), em Estância, Ivônia Aparecida.
Segundo ela, o valor referente a 1/6 das férias dos professores era para ter sido pago no mês de julho. Já com relação ao 13º salário, a categoria não recebeu sequer uma parcela. “É para o décimo ser pago integral, como o prefeito não pagou nada e disse que não ia pagar, os professores, revoltados, invadiram a sede da prefeitura”, diz uma educadora e representante da categoria, Mônica Pereira.

Prefeitura
Categoria fez manifestação me frente à sede da prefeitura nesta quarta, 23 
A secretária da Educação do Município de Estância, Maria José dos Santos, explica que a prefeitura não teve condições de pagar o décimo dos professores por causa de um corte de aproximadamente R$ 1.2 mi (Um milhão e duzentos mil) nos recursos do Fundo Nacional da Educação (Fundeb).
“Priorizamos todas as ações com base na estimativa do valor do Fundeb enviado para o município, que neste ano foi de R$ 39.138.004,80. Em novembro o Governo Federal publicou uma portaria anunciando que ia fazer um corte de mais de R$ 1 milhão, o que culminou com a dificuldade no pagamento do décimo dos professores”, afirma.
A alta nas despesas com aumento no valor do combustível, água, locação de imóveis, entre outros custos também foram usados pela secretária como justificativa para a impossibilidade do pagamento do 13º dos trabalhadores nesse momento. “Fizemos reuniões com o sindicato da classe, informamos que não íamos pagar apenas o 13º e o 1/6 ferial, mas todos os demais pagamentos foram feitos. Só temos essa dívida com os professores”, informa.
Professores ocuparam o prédio por algumas horas, mas depois saíram 
Após uma análise na receita ficou definido que o pagamento do valor referente às férias dos professores será pago nesta quinta-feira, 24. Já o 13º só deverá ser pago em meados de fevereiro de 2016. “Porque até agora não temos estimativa de quanto o governo vai pagar para o Fundeb do município em 2016”, explica a secretária.

Por Moema Lopes

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