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quinta-feira, 6 de junho de 2013

Professores doam sangue e cobram mais segurança

Notícia publicada na edição de 05/06/2013 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 12 do caderno A - o conteúdo da edição impressa na internet é atualizado diariamente após as 12h.

Veronica Viudes
veronica.viudes@jcruzeiro.com.br
programa de estágio

Para manifestar repúdio à violência e reivindicar mais segurança nas escolas, professores e auxiliares de educação da Escola Municipal José Mendes, do bairro Jardim Hungarês, doaram sangue ao hemonúcleo do Hospital Leonor Mendes de Barros na manhã de ontem, em solidariedade à professora Elaine Aparecida Kerche de Menezes Goroy, que foi baleada em frente à escola no mês passado. O ato serviu também como forma de cobrar reforço de patrulhamento da Guarda Municipal Civil (GCM) nas imediações das unidades escolares.

Segundo a professora Vanessa Leal de Souza Laureana, o grupo de 19 funcionários se reuniu para doar sangue para prestar solidariedade a Elaine. "Inicialmente foi solicitado sangue para ela, para a cirurgia, mas não foi necessário. Então, agora estamos doando para outros que precisam, mas principalmente em solidariedade a Elaine e também como forma de protesto, para que nenhuma outra tragédia aconteça", explica.

A professora Maure Leite de Moura conta que a ação também é para pedir mais segurança. "Na nossa escola já colocaram fogo no começo do ano, já roubaram monitores do laboratório de informática. Queremos segurança. Não só pra gente, mas para os alunos também. E que não seja só temporário, e não só na nossa escola. Tem todas as outras unidades escolares que também precisam de maior segurança", relata. Para ela, o clima de angústia permanece na escola desde o ocorrido com a professora Elaine. "A gente está assustada. Todo dia, na hora de entrar e sair é um transtorno, ficamos com o coração na mão, com medo de que algo aconteça", desabafa.

Além disso, um auxiliar de educação, que não quis se identificar por medo de represália, revela que exatamente uma semana antes do crime, um outro assalto a mão armada aconteceu na frente na escola. "Roubaram um veículo, às 7h da manhã, no horário de entrada das crianças. E a Polícia não foi, nem nada. Depois desse ocorrido, poderiam ter reforçado a segurança. Mas, parece que precisa esperar acontecer o pior para que realmente aumentem a segurança", opina.

E para a professora Solange Pereira, uma das piores coisas de todo o acontecido foi ter que trabalhar no dia seguinte do crime. "Tivemos que dar aula, como se nada tivesse acontecido. Não tínhamos cabeça para dar aula e nem tínhamos notícias ao certo de nossa colega. Foi extremamente difícil", completa.
 
O crime 
Elaine Goroy, 46 anos, estava saindo da escola, que fica na rua Armando Rizzo, por volta das 18h30 do dia 27 de maio, quando foi abordada por um indivíduo descrito como branco, de estatura média e que usava uma blusa de moletom azul. Ele teria pedido a chave do carro da vítima, um Honda CR-V, porém ela se assustou e teria tentado correr para dentro da escola, quando levou o tiro, atingindo a sua cabeça. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG). A Secretaria de Segurança Comunitária também prometeu que intensificaria o patrulhamento no local, enquanto durarem as investigações policiais sobre o caso. 

A professora foi removida do Hospital Regional de Sorocaba para o Hospital da Unimed no início da tarde do dia 28 , a pedido da família que optou que ela fosse atendida pelo seu convênio médico. Pela manhã, quando ainda estava no Hospital Regional, a assessoria de imprensa da Secretaria do Estado da Saúde, informou que o estado de Elaine Goroy era considerado estável. Entretanto, a assessoria de imprensa do estabelecimento onde ela está agora, foi impedida pelos familiares da vítima, em fornecer dados atuais do seu estado clínico.

Segundo nota enviada pela assessoria do hospital, o marido e responsável legal pela internação da professora, "não autorizou a divulgação das informações sobre seu estado de saúde e recuperação". A assessoria salientou também que o desejo dos responsáveis pelos pacientes é garantido em legislação vigente. (Supervisão: Admir Machado)

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