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sábado, 26 de janeiro de 2013


Guarda Municipal tem o desafio de aparelhar a corporação e quitar aluguel para não ser despejada

Após o incidente ocorrido na escola municipal Araci Nascimento, a Guarda Civil Municipal de Macapá aplica medidas punitivas aos seus membros que não agirem de acordo com as regras da companhia. A decisão é para ordenar o efetivo e melhorar o atendimento à população. A corporação conta com um efetivo de 562 guardas, responsáveis pelo bem-estar da população e pela conservação de prédios e bens públicos.
Avaliação feita pela nova gestão na escala dos servidores da Guarda detectou irregularidades na disponibilização do efetivo. Existe um quantitativo com desvio de função, à disposição de órgãos do Estado e de políticos.
“Estamos falando de um efetivo de mais de 100 guardas municipais que não retornaram ao serviço. Outros, simplesmente, nem aparecem nas escalas de serviço”, garante o comandante Luiz Álvaro.
Isso é apenas parte do problema. De acordo com o comandante, a Guarda Municipal foi passada ao comando dele com graves irregularidades em sua administração. Há apenas uma viatura em funcionamento, oito estão sucateadas. Outras duas foram concertadas com ajuda financeira dos próprios guardas municipais.
Para os serviços de ronda em praças, orla da cidade e no centro, a corporação contava com o apoio 40 bicicletas, dessas, somente 18 foram encontradas, mas apenas 10 estão em uso, após passarem por consertos.
O prédio onde funciona a Guarda, além de ter sido condenado pela defesa civil, está sob ordem de despejo. A dívida acumulada por conta de mais de um ano de aluguel em atraso, soma R$ 120 mil.
São muitas as dificuldades para colocar em pleno funcionamento os serviços. Segundo informações dos próprios guardas, nos últimos três meses de 2012 a fiscalização dos trabalhos não estava mais ocorrendo e guardas abandonavam seus postos, sem sofrer qualquer pena administrativa.
“Escolas municipais, postos de saúde, Câmara de vereadores, Palácio Laurindo Banha, Vice-Prefeitura, Subprefeituras e complexos nos bairros. Todos são protegidos pela guarda municipal, mas sem orçamento é impossível trabalhar com dignidade. Não temos gasolina para as viaturas e nem artifícios para fiscalizar o efetivo. A última gestão nos deixou uma dívida de mais de R$ 190 mil e uma infraestrutura obsoleta, com falta de material básico. Infelizmente a guarda municipal foi abandonada pelos antigos gestores e nossa missão é retomar todos os serviços e tornar a guarda municipal um símbolo de cidadania e confiabilidade.” Finalizou o comandante Luiz Álvaro.

Marcelo Corrêa – Asscom GCMM

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