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terça-feira, 10 de junho de 2014

Armamento da GM de Uberaba ganha um voto contrário à implantação

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O vereador Samuel Pereira comunga da mesma opinião do prefeito Paulo Piau de não armar a Guarda Municipal para combater o crime na cidade

Luciana Rodrigues

A iniciativa de armar a Guarda Municipal para combater o aumento da criminalidade em Uberaba, perde mais um possível aliado. Como o vereador Edcarlos Carneiro – Kaká Se Liga (PSL) continua defendendo essa proposta, mesmo depois do prefeito Paulo Piau declarar que a principio não é favorável à matéria, solicitando que a Câmara Municipal e Uberaba (CMU) realize uma audiência pública para ouvir a comunidade sobre o assunto. O vereador Samuel Pereira (PR) aproveitou para revelar que já teve oportunidade de conversar com o colega para revelar que também não é favorável a proposta. “Na minha análise, se o município permitir que a GM tenha porte de arma de fogo poderá complicar ainda mais a questão de segurança pública na cidade”, destaca.

Conforme foi alegado pelo prefeito Paulo Piau, o vereador acrescentou que a GM estaria em desvio de função, pois cabe ao efetivo cuidar do patrimônio público. Analisando, que na sua análise, o efetivo municipal não deveria, por exemplo, cuidar do trânsito. “Qualquer pessoa que for a Curitiba verá que os guardas municipais não cuidam dos trânsito, nem portam qualquer outro tipo de armamento, nem mesmo a taser (arma que dispara choque a distancia). Eu entendo que, para portar uma arma de fogo, a pessoa precisa passar por um treinamento rigoroso, pelo menos por dois anos”, explica Samuel reforçando que se esse projeto for para votação irá votar contrário, porque apesar de segurança pública ser preocupação de todos, e de competência do Estado.

Samuel disse que quando a GM surgiu observou que a Polícia Militar sumiu das ruas, o que significa que quanto mais liberdade for dada aos GMs, mais o efetivo da PM irá sumir e as coisas não podem ser assim. Ele acrescentou que ao invés de estar querendo armar a GM, ou construir outro batalhão, a luta dos parlamentares deveria ser para cobrar mais efetivo. “Com o armamento do GM poderá haver transferência da responsabilidade da segurança pública para o município, e tenho certeza que a administração não quer isso. Eu conversei com vários GMs e os mesmos querem o armamento, mas a prefeitura não está tendo dinheiro suficiente para atender todos os pleitos da categoria. Com essa transferência de responsabilidade, o governo teria que contratar mais guardas e oferecer salários compatível com sua função, mas estariam desenvolvendo atividades que não são de sua competência”.

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