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quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Após 106 horas de buscas corpo de técnico é encontrado

                 
(Foto: Reprodução do Facebook)
Após 106 horas de muito empenho das equipes do Corpo de Bombeiros, Marinha, Águia 19 de Araçatuba, Guarda Municipal, Polícia Militar, Civil, Ambiental e outros demais voluntários, terminaram as buscas com uma notícia triste, o corpo do técnico em mecânica, Adilson Bonfim de Carvalho, 39 anos, morador na cidade de Ilha Solteira, casado, pai de família, que se encontrava desparecido desde a noite da última sexta-feira (10) foi localizado nesta tarde de quarta-feira (15), na Usina do Jupiá, que faz divisa com Castilho e Três Lagoas. A reportagem do Paparazzi News esteve no local e acompanhou os trabalhos realizados com exclusividade. O auxiliar de mecânico José de Lima Bezerra contou que estava efetuando a limpeza da grade, da tomada de água quando avistou o corpo, entre as turbinas 13 e 14, “essa foi a primeira vez que encontro um cadáver, já vimos de tudo, até ilhas de algas são constantemente estacionadas aqui, mas um corpo, confesso que fiquei assustado”. “Tivemos duas embarcações dos Bombeiros e várias embarcações voluntárias que chegavam a todo instante esperando atingir os objetivos, estávamos preparados para continuar as buscas, os dias de trabalhos realizados foram árduos, durante cinco dias as equipes realizaram uma varredura no rio e hoje infelizmente estamos aqui onde foi encontrado o corpo, nós comunicamos a Usina sobre o desaparecimento de um corpo no rio e então o corpo percorreu em extensão de rio cerca de 50 km junto à correnteza” informou Gilmar Batista Soares, Secretário da Defesa Civil. Equipes dos Bombeiros de Três Lagoas em conjunto com os de Ilha Solteira resgataram o corpo com auxílio de uma balsa da Usina que transportou o corpo até um local onde a Policia Cientifica e o Dr. Pedro Paulo Negri realizaram os exames e posteriormente os agentes funerários transladaram o corpo para a cidade de Ilha Solteira, onde seria enterrado após passar pelo Instituto Médico Legal. O desaparecimento do técnico tinha completado cinco dias. Ele sumiu no rio Paraná, na tarde da última sexta-feira (10), quando o barco balançou e o mesmo foi arremessado na água enquanto pescava. Foram mais 106 horas desde o ocorrido e até o fim da tarde desta quarta onde o corpo foi encontrado. A tragédia ocorreu pouco depois das 19h abaixo do Porto. A procura pelo corpo da vítima teve início no fim da mesma noite, avançou sábado, domingo, segunda, terça e foi retomada nesta quarta de manhã. Um grupo de bombeiros, liderado pelo sargento Ramalho, passou várias horas dentro d´água e vasculhou uma área nas imediações onde a vítima caiu e se afogou. Por várias vezes e de forma cadenciada, a equipe efetuou buscas pela margem do rio, ao lado da Ilha para tentar encontrar o cadáver. O sargento esperava ter êxito, levando em conta o prazo de 100 horas passadas para o corpo boiar, mas ele também não descartava o fato dele ter sido levado pela correnteza. “Ele saiu de casa às 19h20 após um longo dia de serviço onde seguiu com destino ao Porto para pescar e logo após seguir para um rancho de barco onde familiares o esperavam para passar a noite junto com seu filho Kaio Guilherme, de 19 anos. Passaram amigos nossos e informaram que o viram pescando e que já estava vindo embora, só que escureceu e ele não apareceu então ficamos preocupados” explicou um familiar. A família encontrou apenas o barco rodando sozinho. “Não sabemos o que houve. Se foi um mal súbito, na noite anterior ele chegou a passar mal, a pressão caiu, mas depois se sentiu bem”. Um dos voluntários que cooperou nas buscas foi o senhor Nilson de Jesuis Ordunho, de 57 anos, morador do Jardim Aeroporto, que acompanhou as buscas todos os dias, e esperava encontrar a vitima bem. Um amigo de infância da vítima que se encontrava desaparecida confidenciou à reportagem que na sexta, o técnico ligou convidando o mesmo para participar da pescaria e posteriormente prosseguir ao rancho da família, tudo deu errado. Outra pessoa viu a vítima momentos antes, feliz, abastecendo o tanque de combustível para seguir pro rio. O mesmo conversou por alguns minutos dizendo que iria “bater uns tucunaré” e depois iria descer para o rancho. Outro amigo de serviço que passou no local onde foi encontrado o técnico disse que na sexta-feira esteve com o mesmo no serviço e naquele dia a vitima estava muito alegre e se despediu de todos dizendo que iria pescar. 

O Caso - o acidente teria acontecido no início da noite desta sexta-feira, por volta das 19h30. Pescadores teriam visto o momento em que o barco de Adílson estava balançando próximo à ilha que dá nome à Ilha Solteira, derrubando-o na água. Como ele não foi visto retornando à superfície, os bombeiros foram acionados. O barco que Adílson estava foi encontrado à deriva, ainda na noite de sexta-feira. O Corpo de Bombeiros informou que ele caiu em um trecho do rio que possui de quatro a seis metros de profundidade e de difícil acesso, devido ao grande volume de algas.


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