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sexta-feira, 27 de abril de 2012

6/04/2012 - 11h48
PMs e guardas municipais denunciados por perseguição que resultou em morte 
Redação 24 Horas News 


 
 
 
Dois policiais militares e três integrantes da Guarda Municipal de Várzea Grande, que participaram de um perseguição policial, que resultou na morte de Jefferson Augusto da Silva, foram denunciados pelo Ministério Público Estadual. O crime ocorreu no dia 25 de janeiro deste ano, após a vítima, que conduzia um veículo Fiat Uno, ter evitado uma barreira policial por não possuir carteira de habilitação e estar com a documentação do carro irregular.
 
O grupo denunciado pelo Ministério Público é formado pelos PMs, Edivino Adão da Silva e Alex Anderson Bueno, e pelos guardas municipais Osly Justiniano Pedraça, Amilton César da Silva e Evanildo Laurindo da Silva. Conforme a denúncia do MPE, o PM Edivino Adão da Silva deverá responder pelos crimes de homicídio qualificado e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. Já o policial Militar Alex Anderson Bueno e o guarda municipal Osly Justiniano Pedraça foram denunciados por crime de disparo de arma de fogo.
 
Ao guarda municipal Evanildo Laurindo da Silva foram imputados os crimes de falsidade ideológica e fraude processual qualificada em concurso material com o crime de disparo de arma de fogo. O guarda municipal Amilton César da Silva também deverá responder por crime de disparo de arma de fogo em concurso material juntamente com o crime de fraude processual qualificada.
 
De acordo com o autor da denúncia, promotor de Justiça Allan Sidney do Ó Souza, ao perceberem que a vítima havia evitado a barreira, os policiais iniciaram uma perseguição. Foi constatado que, durante o trajeto, os guardas municipais efetuaram disparos de arma de fogo contra o veículo conduzido por Jefferson Augusto da Silva. “Quando a vítima decidiu parar o carro que conduzia e descer, sem oferecer resistência, o policial militar Edivino Adão da Silva efetuou um disparo atingindo-a pelas costas, na região occipital, causando-lhe traumatismo crânio encefálico, causa suficiente de sua morte”, explicou.
 
O representante do Ministério Público acrescentou, ainda, que após a ocorrência, os denunciados Evanildo Laurindo e Amilton César da Silva alteraram a cena do crime, forjando a existência e utilização pela vítima de um revólver calibre 32, e incluíram informações falsas no boletim de ocorrência. “Ficou demonstrado nos autos que, além da vítima sequer possuir arma de fogo, o revólver calibre 32 foi 'plantado' pelos guardas municipais”, destacou o promotor de Justiça.

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