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segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Câmara vai extinguir Agência para a Promoção da Guarda

Decisão foi aprovada por maioria na última reunião do executivo municipal

A Câmara Municipal da Guarda decidiu, por maioria, na última reunião do executivo, realizada na quinta-feira, dia 11 de Dezembro, na sede da Junta de Freguesia do Porto da Carne, extinguir a Agência para a Promoção da Guarda (APGUR), criada em 10 de Janeiro de 2007 para dinamizar a revitalização do centro histórico aos níveis cultural, social, económico e turístico.
No final dos trabalhos, o presidente da autarquia, Álvaro Amaro, explicou aos jornalistas que a proposta de extinguir a APGUR resultou de uma “avaliação intensa” que já transmitiu à Associação Comercial da Guarda, entidade parceira no projecto. Com a extinção daquela entidade, a promoção da Guarda “será feita pelo município, mas nunca em exclusividade”. “Todas as competências que estavam delegadas na associação serão, naturalmente, trazidas para o Município e serão depois desenvolvidas pelo Município isoladamente ou em associação com outras entidades”, referiu o autarca que também defende a criação de uma agência para promoção do território da Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela. Álvaro Amaro lembrou ainda que nos últimos 6 anos o Município “transferiu cerca de 500 mil euros” para a APGUR. “Se associamos a isso as receitas que o Município perdeu pelas competências que lhe legou, que se cifram em cerca de 60 mil euros por ano, estamos a falar de quase um milhão de euros”, disse.
A deliberação contou com o voto contra de José Igreja, o único vereador do PS que participou na reunião do executivo municipal. O vereador explicou aos jornalistas, que votou contra a proposta por considerar que a APGUR fez um “trabalho excelente” em prol da dinamização e divulgação da cidade. “Nós sentimos que esta Agência tem feito, na Guarda, um trabalho excelente e que é reconhecido por toda a gente que contacta com a actividade que tem desempenhado, na área do turismo, na área da promoção, na área do livro, na área de mostrar a Guarda de outro modo. Na área turística, cremos que o trabalho desenvolvido foi meritório, pelo que não foi para nós completamente esclarecido qual a razão que levaria à extinção da APGUR”, justificou. “O voto contra foi de apoio à existência de uma Agência para a Promoção da Guarda. Creio que nos termos em que ela esteve até hoje a funcionar foi muito positivo para a cidade e para a região”, acrescentou.
José Igreja disse ainda que a Câmara não pode desempenhar o papel da APGUR porque ela serviu “para ser uma parceira da Câmara Municipal da Guarda para conseguir alguns financiamentos europeus, mormente para os mupis, para livros e para dar a conhecer, ao nível de publicidade, a cidade de outro modo”.
Refira-se que a APGUR tem um gestor, António Saraiva, e uma funcionária que foi convidada a trabalhar para a Câmara Municipal.

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