sábado, 19 de abril de 2014

Prefeitura de São José assina convênio com Polícia Federal para armamento da Guarda Municipal

Publicado em 02/04/2014 Editoria: São José Comente!



Foto: crédito Aline Scatolin - Secom/PMSJ
Foto: crédito Aline Scatolin - Secom/PMSJ
A solenidade será nesta quinta-feira (3), às 10h, em frente ao prédio da Prefeitura.
Dentro de aproximadamente um mês, os agentes da Guarda Municipal de São José poderão trabalhar com arma de fogo. Nesta quinta-feira (3), às 10h, será assinado o convênio com a Polícia Federal autorizando o uso das armas pelos agentes do município.
A solenidade será realizada em frente ao prédio da Prefeitura. Durante o ato, também haverá a posse do novo Comando da Guarda Municipal de São José e feita a entrega de quatro motos Honda NX 400 Falcon para uso da Polícia Militar.
Antes da solenidade, cerca de 30 agentes receberam na tarde desta quarta-feira (2) um treinamento com o sargento Pierre do 7º Batalhão da Polícia Militar, com orientações quanto ao emprego da arma de fogo, cuidados básicos, manuseio da arma e abordagem de pessoas. Outros treinamentos serão realizados até o final do mês para atender todos os agentes.
O sargento Pierre explica a importância do treinamento antes do agente sair na rua portando uma arma. “O treinamento serve para evitar que os agentes tomem atitudes errôneas e que venham causar algum mal maior para eles ou para a comunidade”. Segundo o sargento, os agentes devem utilizar a arma somente em casos específicos, para legítima defesa e defesa de terceiros.
O treinamento passado pela corporação permite o uso de pistolas 380 e espingarda calibre 12. O comandante da Guarda Municipal de São José, Marcelo Muller, explica que existe ainda a possibilidade do uso de armas de menor potencial ofensivo, como pistolas de choque e gás de pimenta. “Todos foram capacitados também em armas não letais para situações especiais”, completa.
Aproximadamente 120 agentes já receberam cursos realizados pela Polícia Rodoviária Federal, com 100 horas/aula e exame psicotécnico. As armas já foram adquiridas pela administração municipal e o Município dependia apenas do convênio com a Polícia Federal para que as armas possam ser usadas e a segurança das ruas seja reforçada.


Anabolizantes são encontrados em Camaro recolhido pela Guarda Municipal
Publicado em 02/04/2014, às 11h16 
Última atualização em 02/04/2014, às 11h16

Divulgação
Documentos, anabolizantes e outros objetos foram encontrados dentro de veículo apreendido na sexta-feira (28)
Camaro: Documentos, anabolizantes e outros objetos foram encontrados dentro de veículo apreendido na sexta-feira (28)

Volta Redonda
Nove caixas de anabolizante ‘Durateston' e uma caixa do anabolizante ‘Testenat Depot', de origem paraguaia, além de três seringas completas e duas agulhas de seringas, foram encontrados dentro do Camaro, placa ABN-8889, apreendido pela Guarda Municipal de Volta Redonda.
O veículo foi apreendido na última sexta-feira (28), na Rua Teodoro Piza, no bairro São João, pois estava bloqueando a via e por irregularidades na documentação.
De acordo com o gerente da Guarda Municipal, Batista, uma advogada dizendo ser a representante legal do proprietário esteve na sede do órgão, na Ilha São João, no dia 29, para retirar alguns pertences do interior do carro, mas foi orientada para que retornasse em horário comercial, acompanhada do dono do veículo. Ainda assim, a advogada voltou à sede da GMVR mais três vezes, nesse mesmo dia.
Como o recibo apresentado pela advogada tinha apenas a firma reconhecida do vendedor, este ainda seria a pessoa responsável pelo carro. Sendo assim, nessa terça-feira, dia 1º, a advogada retornou com o Leomar de Souza Ferreira, de 35 anos, que se dizia proprietário do Camaro, para pegar os pertences no interior do mesmo.
O comandante da GMVR, major Luiz Henrique Monteiro Barbosa, solicitou a presença de um policial da 93ª DP, para que acompanhasse a entrega dos pertences, "a fim que não pairasse nenhuma dúvida sobre essa entrega", ressaltou. Foi designado pelo delegado Antônio Furtado, o inspetor Leon para o acompanhamento.
Em meio à retirada de documentos, dinheiro e relógios foram encontradas os anabolizantes. Segundo o gerente Batista, "a partir daí, Leomar de Souza Ferreira informou que não era proprietário daquele material e que, na verdade, o veículo estava com o documento em seu nome, mas já havia sido vendido para Leonardo Tavares Scatolino, de 32 anos, e que ele é que tem andado com o veículo", contou ele.
Além disso, foram encontrados diversos documentos da boate Mistura Carioca, como o contrato de show do cantor Naldo, show ocorrido dias atrás; multa da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, em nome da boate, no valor de R$ 6 mil e já paga, bem como diversos outros, que foram entregues a Leonardo Tavares Scatolino, por determinação do delegado.
Segundo o registro de ocorrência da 93ª DP, Leomar Ferreira disse em depoimento que vendeu o carro para Leonardo Scatolino, que seria sócio da boate Mistura Carioca, que funciona no bairro Conforto. Que ele foi procurado por Leonardo e sua advogada para "retirar documentos que estavam no interior do veículo e para que reconhecesse a sua firma no recibo de compra, pois o veículo estava no depósito e precisava ser liberado", afirmou, acrescentando que o carro estava em poder de Leonardo há cerca de dois meses.

Furto de água
O gerente Batista contou, em seu depoimento na delegacia que tudo começou no último dia 28, quando houve uma denúncia de que na boate Mistura Carioca estaria ocorrendo furto de água, que foi devidamente constatado por funcionários do Saae e registrado na delegacia. A fiscalização contou com o apoio da GMVR, que verificou o Camaro estacionado em frente à boate, mas de forma regular, apesar da divergência entre a cidade constante no documento e a tarjeta da placa do veículo.  Mais tarde, chegou a denúncia de que havia um carro na Rua Toledo Piza atrapalhando a circulação de outros veículos, porque estava estacionado de forma irregular. Tratava-se do mesmo Camaro que estava e frente à boate.   

Autuações
O veículo foi autuado porque estava estacionado bloqueando a via; em cima de uma curva, colocando a segurança da via em risco, além de estar na contramão de direção. Ele foi removido ao Depósito Público, cumprindo a medida administrativa. Ao pesquisar no Infoseg, o gerente descobriu o Camaro tem a documentação de 2012; está em nome de uma empresa e a placa consta do município de Caçapava (SP), apesar apresentar na tarjeta da placa o município de São Paulo.

O caso está sendo investigado pela 93ª DP.        



Leia mais: http://diariodovale.uol.com.br/noticias/5,87554,Anabolizantes%20sao%20encontrados%20em%20Camaro%20recolhido%20pela%20Guarda%20Municipal.html#ixzz2zKryOq5W

Guarda municipal é morto por tribunal do tráfico no Complexo da Maré

Informante de polícia, a vítima foi assassinada por M

Do R7
William foi torturado e morto pelo tribunal do tráfico, lIderado por Menor PReprodução/Cidade Alerta
Após ocupação do Complexo da Maré, zona norte do Rio, no último domingo (30), casos envolvendo o tribunal do tráfico vieram à tona. Um guarda municipal foi torturado e morto por traficantes em outubro do ano passado, após o chefe do tráfico na comunidade, Marcelo Santos das Dores, o Menor P,  descobrir que William Mendes de Oliveira, de 38 anos, era informante do Exército e da polícia. A mãe do guarda teria assistido à tortura do filho.
Nascido e criado na Maré, William monitorava e registrava imagens da movimentação dos bandidos para ajudar nas investigações sobre o tráfico no local, principalmente na Vila do Pinheiro. Menor P teria descoberto sobre William após pagar R$ 50 mil pela informação.
A vítima foi torturada por horas e o próprio Menor P teria levado a mãe do guarda municipal para o local onde ele foi assassinado.
Caso semelhante aconteceu com o jogador do Vasco, o meio campo Bernardo. Ele teria sido sequestrado e espancado pela quadrilha de Menor P no ano passado. O motivo seria o suposto envolvimento do atleta com Dayane Rodrigues, de 23 anos. Ela é apontada como namorada do chefe do tráfico na Maré.
Outra assassinato envolvendo o tribunal do tráfico foi a morte de Rafael Paixão, conhecido como DJ Chorão, em setembro de 2012. Segundo investigações, o músico foi sequestrado, torturado e esquartejado ainda vivo pelos traficantes.
Chorão era considerado informante pelos bandidos do grupo de Jorge Luiz Moura Barbosa, o Alvarenga. A vítima foi vista saindo de um baile em uma comunidade dominada por milícias rivais ao tráfico. Outro motivo para o assassinato do DJ seria o envolvimento dele com namorada de um dos bandidos. Ela teria engravidado do músico. Cinco homens são acusados pela morte de Chorão.
Assista ao vídeo:

Guardas municipais param após greve da PM na BA, diz sindicato



Segundo coordenador, agentes estão resguardados na sede da guarda.
Apenas 96 guardas pararam e outros 1.296 estão nas ruas, diz prefeitura.

Do G1 BA
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Os guardas municipais de Salvador paralisaram as atividades nesta quarta-feira (16) em razão da greve da Polícia Militar na Bahia, deflagrada na terça-feira (15). De acordo com Bruno Carianha, coordenador do Sindicato dos Servidores da Prefeitura de Salvador (Sindseps) e da Guarda Municipal, os agentes deixaram as ruas e estão resguardados na sede da guarda, no bairro San Martin.
De acordo com informações do coronel Peterson Portinho, superintendente de Prevenção à Violência e Segurança, apenas 96 guardas municipais armados não estão nas ruas, pois o trabalho desses profissionais é atrelado ao da Polícia Militar. Eles atuam fazendo operações de poluição sonora, comércio irregular, entre outras fiscalizações. Segundo o coronel, o restante do efetivo, 1.296 guardas municipais, continuam trabalhando normalmente.
"Estamos parados, resguardados e protegendo a nossa sede. Ninguém está indo às ruas por conta do caos que está lá. A gente não pode estar na rua se a marginalidade está solta. É muito marginal para pouco guarda", disse o coordenador ao G1.
Ao longo da manhã desta quarta-feira, aulas foram suspensas, supermercados saqueados, um banco arrombado e ônibus recolhidos em Salvador. Por causa da greve, o Sindicato dos Rodoviários informou que muitos ônibus não deixaram as garagens em razão da falta de segurança.
Saques e arrombamentos
O supermercado da Cesta do Povo do Vale do Ogunjá foi saqueado na madrugada desta quarta-feira. Segundo testemunhas, até os carrinhos de compras foram roubados.
No bairro da Calçada, uma agência do Banco Itaú foi arrombada. A unidade foi revirada e teve o vidro da entrada quebrado. Não há informações se o dinheiro da agência foi levado.
Agência do Banco Itaú é arrombada em Salvador (Foto: Imagens/TV Bahia)Agência do Banco Itaú foi revirada em Salvador (Foto: Imagens/TV Bahia)
Aulas e serviços
Alegando falta de segurança, a Universidade Federal da Bahia (UFBA), a Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) e o Colégio Salesiano suspenderam as aulas nesta quarta-feira. O mesmo ocorreu com a Academia Alpha Fitness, que chegou a emitir nota informando que "nem segurança privada aceitou trabalhar diante da situação".
Movimento na Avenida Getúlio Vargas, uma das principais de Feira de Santana, está menor do que o de costume (Foto: Imagens/TV Subaé)Movimento na Avenida Getúlio Vargas, uma das
principais de Feira de Santana, está menor do que
o de costume (Foto: Imagens/TV Subaé)
Interior
Em Feira de Santana, a cerca de 100 km de Salvador, passageiros informaram que os ônibus não estão circulando. Na Avenida Getúlio Vargas, uma das principais da cidade, o movimento de populares nesta manhã está reduzido. O posto da PM instalado neste local está fechado.
Já em Itabuna, no sul do estado, não houve grande alteração na rotina de moradores. As viaturas estão fazendo rondas normalmente. Policiais informaram que não receberam das associações em Salvador qualquer orientação sobre a greve. Os ônibus estão circulando. Segundo a Polícia Civil na cidade, de terça-feira até esta quarta não foram registrados incidentes graves, como homicídios.
Em Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia, os policias militares trabalharam normalmente na noite de terça-feira. Ainda nesta quarta-feira, a categoria irá decidir se vai paralisar as atividades no município. Os ônibus estão circulando e algumas instituições de ensino cancelaram as atividades nesta quarta-feira em razão da possibilidade de greve. A Câmara de Dirigentes de Lojistas de Vitória da Conquista emitiu uma nota solicitando uma maior atenção dos lojistas e pedindo que eles reforcem a segurança.
Assembleia aprovou o início da greve da PM (Foto: Imagens/G1)Assembleia aprovou o início da greve da PM
(Foto: Imagens/G1)
Greve
A decisão pela greve só ocorreu depois das 19h30, após representantes de associações analisarem a proposta da Secretaria de Segurança Pública da Bahia(SSP-BA). Marco Prisco, presidente da Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares do Estado da Bahia (Aspra) anunciou a proposta do governo da Bahia à massa de policiais e perguntou se eles aprovavam, sendo que a maioria respondeu que não.
Alguns pontos da proposta do "Plano de Modernização da PM", que foiapresentado pelo governo na semana passada, foram alterados como contraproposta. Entre elas, ficaram acertados o aumento da CET (Condição Especial de Trabalho), que prevê reajuste de 25% no valor do soldo de policiais do administrativo; de 17% para 35% no valor de soldo para quem já recebia o reajuste; e os motoristas, que tinham 35%, ficarão com 60%. O código de ética e dos processos disciplinares serão revisados.
o sobre o plano de cargos e salários, além da equiparação salarial com a Polícia Civil, o governo se comprometeu a revisão destes tópicos e a abertura de progressões como quatro mil vagas de soldado para cabo, duas mil de cabo para sargento e 500 vagas de subtenente para sargento.
Pontos de divergência
O presidente da Associação de Praças da Polícia Militar da Bahia (APPM-BA), Agnaldo Sousa, destacou alguns ítens cobrados pelos policiais. Veja os pontos exigidos pelos PMs e qual o posicionamento do governo

Plano de carreira
APPM-BA - Segundo a associação, tanto o soldado quanto o oficial têm que ter um tempo máximo nos postos de graduação. A categoria pede que seja definido um plano de carreira. "Um soldado leva hoje 25 anos sem ter uma promoção. Nós achamos isso vergonhoso. Queremos que seja definido um tempo para que ele seja promovido", diz Agnaldo.
Governo - A proposta do governo é que, após oito anos, o soldado passe a ser cabo e, depois de mais seis anos e meio, ele ascenda a 1º sargento. Hoje, um soldado passa 20 anos como soldado, sem ascenção. Depois, ele passa a ser sargento e se aposenta.
Isonomia Salarial
APPM-BA - A categoria pede isonomia entre as polícias militares e civil. "Hoje, um tenente-coronel que tem 30 anos de serviço ganha menos que um delegado, que está no início de carreira. Queremos que isso seja equiparado", relata Agnaldo.
Governo - O Estado se compromete em criar um grupo de trabalho para rever todo o sistema de remuneração da Polícia Militar. Nesse quesito, entram gratificação, adicionais, entre outras remunerações agregadas.
Código de Ética
APPM-BA - Segundo a associação, a PM não tem um código de ética. "Temos uma legislação da Polícia Militar, que está obsoleta, com coisas que estão lá há mais de 40 anos. Queremos a implantação desse código de ética", revela Agnaldo.
Governo - Um código de ética foi apresentado e as associações questionam alguns pontos. Assim, o governo está disposto a reavaliar as questões que não estão satisfazendo a categoria.
Polícia Civil
Além da Polícia Militar, os policiais civis do estado também divulgaram que paralisaram as atividades nesta quarta-feira. Durante a mobilização, que irá durar 24h, será mantido 30% do efetivo trabalhando no atendimento para prisão em flagrante, levantamento cadavérico, crimes contra a criança e contra a vida.
15 de abril de 2014 às 13:17.

Comandante da Guarda de Dourados preside conselho no Centro-Oeste

Vicente Chencarek durante evento no Rio comandante da GMD assumiu presidência do Conselho Nacional das Guardas Municipais do Centro Oeste Comandante da Guarda de Dourados preside conselho no Centro Oeste
Vicente Chencarek durante evento no Rio; comandante da GMD assumiu presidência do Conselho Nacional das Guardas Municipais do Centro-Oeste – Divulgação
O comandante da Guarda Municipal de Dourados, João Vicente Chencarek, foi empossado no Conselho Nacional das Guardas Municipais como presidente da Região Centro-Oeste. A oficialização aconteceu durante feira internacional de segurança pública, realizada de 7 a 10, no Rio de Janeiro.
A escolha representa o reconhecimento ao trabalho que a Guarda de Dourados tem desenvolvido e, de acordo com o comandante, é resultado dos investimentos e da oportunidade que o prefeito Murilo tem proporcionado à execução de projetos envolvendo a instituição.
João Vicente lembrou que não é a primeira vez que a Guarda Municipal de Dourados é destaque nacional por ser referência em Mato Grosso do Sul, principalmente em termos de estruturação.
O comandante explicou que presidir a entidade no Centro-Oeste significa participar, em nível nacional, de todas as discussões relacionadas à segurança pública nos municípios. Além disso, é ter participação efetiva na padronização das guardas municipais em todo o Brasil, que é uma das propostas do Conselho.
14 de abril de 2014 • 12h12 • atualizado às 17h52

RJ: confronto entre sem-teto e guardas tem 1 preso e feridos

O confronto entre manifestantes retirados do prédio da Oi na última sexta-feira, no Engenho Novo, e a Guarda Municipal do Rio, ocorrido nesta segunda-feira, acabou com um homem detido e dois guardas municipais feridos, informou a corporação. O embate ocorreu quando os manifestantes, que estavam acampados em frente ao prédio da prefeitura, na Cidade Nova, bloquearam por alguns minutos uma das pistas da avenida Presidente Vargas.
Moradores removidos do prédio da Oi no Engenho Novo, no Rio, seguem acampados em frente à prefeitura do Rio. Os cerca de mil manifestantes chegaram a fechar todo o sentido centro da avenida Presidente Vargas, mas a via já foi liberada
Foto: Ale Silva / Futura Press
Foi preso em flagrante Rafael Pires da Rosa, acusado de atacar com pedradas os dois guardas. Segundo a corporação, com ele foi encontrada uma mochila contendo pedras e maconha. Rosa, que tem passagem por porte de drogas, foi encaminhado para a 6ª Delegacia de Polícia (Cidade Nova). Ele foi autuado por resistência e lesão corporal. Os dois feridos foram encaminhados para o Hospital Municipal Souza Aguiar com escoriações e cortes no rosto.
Os manifestantes estenderam uma grande bandeira preta na pista e interditaram o trânsito em direção à Candelária, quando homens da Guarda Municipal munidos de cassetes e escudos intervieram e foram recebidos a pedradas e garrafas de água pelos manifestantes. Os guardas usaram cassetetes e houve muita confusão e correria, apesar dos organizadores pedirem a todo momento, do alto de carros de som, para que não houvesse reação, porque havia muitas crianças e idosos presentes.
Para liberar a pista, os guardas municipais usaram bombas de gás lacrimogêneo e cassetetes para dispersar a multidão. Depois do enfrentamento os manifestantes recuaram para a frente do Centro Administrativo da prefeitura, na Cidade Nova, onde permanecem acampados, reivindicando moradia.

Os guardas municipais fizeram uma barreira humana para impedir que a Avenida Presidente Vargas fosse novamente fechada, mas como a situação acalmou, eles desfizeram o cordão de isolamento.
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A desocupação
A desocupação terminou com um intenso confronto entre policiais e as famílias que ocupavam, havia duas semanas, o terreno que pertence à empresa Oi, no Engenho Novo, e deixou vários feridos e dezenas de detidos na sexta-feira. Cerca de 1,6 mil policiais chegaram ao local ainda na madrugada, atuando na reintegração de posse
Por volta das 6h30, a população que mora no local ofereceu resistência e entrou em confronto com a tropa de Choque da Polícia Militar.  Pelo menos cinco veículos foram incendiados, lojas foram saqueadas e bancos da região tiveram vidraças quebradas.
Alguns moradores reagiram e chegaram a jogar um coquetel molotov em direção aos militares. A polícia reagiu, atirou bombas de efeito moral e disparou tiros de borracha para dispersar os manifestantes que ocupavam várias ruas do bairro. Entre os feridos estão moradores que inalaram fumaça e policiais apedrejados.
Agência Brasil
Ter , 15/04/2014 às 08:49 | Atualizado em: 15/04/2014 às 08:49

Guardas municipais realizam assembleia nesta terça

Da Redação

  • Eduardo Martins | Ag. A TARDE
    Guardas municipais discutem problemas com operações especiais
Os guardas municipais de Salvador participam de uma assembleia na manhã desta terça-feira, 15, com a participação de representantes de todos os setores.
A reunião acontece na sede da Guarda Municipal, na avenida San Martin. Segundo o coordenador-geral do Sindicato dos Servidores da Prefeitura do Salvador (Sindseps), Bruno Cruz, a categoria vai discutir questões relacionadas aos problemas com as operações especiais.
"Estamos realizando assembleias setoriais para reunir o máximo de servidores possíveis. No dia 24 de abril, devemos entrar em greve", informa.
Além da Guarda Municipal, servidores de outras secretarias também vão se reunir para discutir o plano de cargos e vencimentos, de acordo com Cruz.
Em uma reunião marcada para esta quarta-feira, 16, a prefeitura deve apresentar a tabela do plano de cargos e vencimentos, que em seguida será discutida com os servidores municipais.

sexta-feira, 18 de abril de 2014

pec 51

A PEC 51/2013, que propõe unificar as polícias, não visa melhorar a segurança pública do país, mas apenas atender a interesses sindicais e políticos, criando-se um estado de guerra e pandemônio nas instituições policiais.
A Proposta de Emenda Constitucional nº 51/2013, conhecida informalmente com “PEC do Trem da Alegria”, tem o propósito de unificar as polícias civis e militares do Brasil, partindo-se da premissa equivocada de que os oficiais da Polícia Militar e os Delegados de Polícia são os grandes culpados pelo crescimento da violência no Brasil. Dessa forma, a PEC 51/2013 propõe a subversão da hierarquia e disciplina nas instituições policiais, inovando-se no mundo jurídico, ao se pretender, por meio de institutos novos, tais como “carreira única” e “ciclo completo”, ressuscitar os velhos, arcaicos e vetustos institutos do “concurso interno”, “ascensão funcional”, “trem da alegria”.i
Para melhor compreensão do presente tema, é importante a leitura do texto original da Proposta de Emenda Constitucional nº 51/2013, que assim estabelece:ii
PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO Nº 51, DE __ DE SETEMBRO DE 2013
Altera os arts. 21, 24 e 144 da Constituição; acrescenta os arts. 143-A, 144-A e 144-B, reestrutura o modelo de segurança pública a partir da desmilitarização do modelo policial.
As Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, nos termos do § 3º do art. 60 da Constituição Federal, promulgam a seguinte Emenda ao texto constitucional:
Art. 1º O art. 21 da Constituição passa a vigorar acrescido dos seguintes incisos XXVI e XXVII; o inciso XVI do art. 24 passa a vigorar com a seguinte redação, acrescendo-se o inciso XVII:
“Art. 21.........................................................................................................
................................................................................................................................
XXVI – estabelecer princípios e diretrizes para a segurança pública, inclusive quanto à produção de dados criminais e prisionais, à gestão do conhecimento e à formação dos profissionais, e para a criação e o funcionamento, nos órgãos de segurança pública, de mecanismos de participação social e promoção da transparência; e
XXVII – apoiar os Estados e municípios na provisão da segurança pública”.
“Art. 24........................................................................................................
................................................................................................................................
XVI – organização dos órgãos de segurança pública; e
XVII – garantias, direitos e deveres dos servidores da segurança pública” (NR).
Art. 2º A Constituição passa a vigorar acrescida do seguinte art. 143-A, ao Capítulo III – Da Segurança Pública:
“CAPÍTULO III
DA SEGURANÇA PÚBLICA
Art. 143-A. A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem pública democrática e para a garantia dos direitos dos cidadãos, inclusive a incolumidade das pessoas e do patrimônio, observados os seguintes princípios:
I - atuação isonômica em relação a todos os cidadãos, inclusive quanto à distribuição espacial da provisão de segurança pública;
II - valorização de estratégias de prevenção do crime e da violência;
III - valorização dos profissionais da segurança pública;
IV – garantia de funcionamento de mecanismos controle social e de promoção da transparência; e
V – prevenção e fiscalização efetivas de abusos e ilícitos cometidos por profissionais de segurança pública.
Parágrafo único. A fim de prover segurança pública, o Estado deverá organizar polícias, órgãos de natureza civil, cuja função é garantir os direitos dos cidadãos, e que poderão recorrer ao uso comedido da força, segundo a proporcionalidade e a razoabilidade, devendo atuar ostensiva e preventivamente, investigando e realizando a persecução criminal”.
Art. 3º O Art. 144 da Constituição passa a vigorar com a seguinte redação:
Art. 144. A segurança pública será provida, no âmbito da União, por meio dos seguintes órgãos, além daqueles previstos em lei:
I - polícia federal;
II - polícia rodoviária federal;
III - polícia ferroviária federal.
§ 1º A polícia federal, instituída por lei como órgão permanente, organizado e mantido pela União e estruturado em carreira única, destina-se a:
......................................................................................................................
§ 2º A polícia rodoviária federal, órgão permanente, organizado e mantido pela União e estruturado em carreira única, destina-se, na forma da lei, ao patrulhamento ostensivo das rodovias federais.
§ 3º A polícia ferroviária federal, órgão permanente, organizado e mantido pela União e estruturado em carreira única, destina-se, na forma da lei, ao patrulhamento ostensivo das ferrovias federais.
§ 4º A lei disciplinará a organização e o funcionamento dos órgãos responsáveis pela segurança pública, de maneira a garantir a eficiência de suas atividades.
§ 5º A remuneração dos servidores policiais integrantes dos órgãos relacionados neste artigo e nos arts. 144-A e 144-B será fixada na forma do § 4º do art. 39.
§ 6º No exercício da atribuição prevista no art. 21, XXVI, a União deverá avaliar e autorizar o funcionamento e estabelecer parâmetros para instituições de ensino que realizem a formação de profissionais de segurança pública” (NR).
Art. 4º A Constituição passa a vigorar acrescida dos seguintes arts. 144-A e 144-B:
“Art. 144-A. A segurança pública será provida, no âmbito dos Estados e Distrito Federal e dos municípios, por meio de polícias e corpos de bombeiros.
§ 1º Todo órgão policial deverá se organizar em ciclo completo, responsabilizando-se cumulativamente pelas tarefas ostensivas, preventivas, investigativas e de persecução criminal.
§ 2º Todo órgão policial deverá se organizar por carreira única.
§ 3º Os Estados e o Distrito Federal terão autonomia para estruturar seus órgãos de segurança pública, inclusive quanto à definição da responsabilidade do município, observado o disposto nesta Constituição, podendo organizar suas polícias a partir da definição de responsabilidades sobre territórios ou sobre infrações penais.
§ 4º Conforme o caso, as polícias estaduais, os corpos de bombeiros, as polícias metropolitanas e as polícias regionais subordinam-se aos Governadores dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios; as polícias municipais e as polícias submunicipais subordinam-se ao Prefeito do município.
§ 5º Aos corpos de bombeiros, além das atribuições definidas em lei, incumbe a execução de atividades de defesa civil”.
Art. 144-B. O controle externo da atividade policial será exercido, paralelamente ao disposto no art. 129, VII, por meio de Ouvidoria Externa, constituída no âmbito de cada órgão policial previsto nos arts. 144 e 144-A, dotada de autonomia orçamentária e funcional, incumbida do controle da atuação do órgão policial e do cumprimento dos deveres funcionais de seus profissionais e das seguintes atribuições, além daquelas previstas em lei:
I – requisitar esclarecimentos do órgão policial e dos demais órgãos de segurança pública;
II – avaliar a atuação do órgão policial, propondo providências administrativas ou medidas necessárias ao aperfeiçoamento de suas atividades;
III – zelar pela integração e compartilhamento de informações entre os órgãos de segurança pública e pela ênfase no caráter preventivo da atividade policial;
IV – suspender a prática, pelo órgão policial, de procedimentos comprovadamente incompatíveis com uma atuação humanizada e democrática dos órgãos policiais;
V – receber e conhecer das reclamações contra profissionais integrantes do órgão policial, sem prejuízo da competência disciplinar e correcional das instâncias internas, podendo aplicar sanções administrativas, inclusive a remoção, a disponibilidade ou a demissão do cargo, assegurada ampla defesa;
VI – representar ao Ministério Público, no caso de crime contra a administração pública ou de abuso de autoridade; e
VII – elaborar anualmente relatório sobre a situação da segurança pública em sua região, a atuação do órgão policial de sua competência e dos demais órgãos de segurança pública, bem como sobre as atividades que desenvolver, incluindo as denúncias recebidas e as decisões proferidas.
Parágrafo único. A Ouvidoria Externa será dirigida por Ouvidor-Geral, nomeado, entre cidadãos de reputação ilibada e notória atuação na área de segurança pública, não integrante de carreira policial, para mandato de 02 (dois) anos, vedada qualquer recondução, pelo Governador do Estado ou do Distrito Federal, ou pelo Prefeito do município, conforme o caso, a partir de consulta pública, garantida a participação da sociedade civil inclusive na apresentação de candidaturas, nos termos da lei”.
Art. 5º Ficam preservados todos os direitos, inclusive aqueles de caráter remuneratório e previdenciário, dos profissionais de segurança pública, civis ou militares, integrantes dos órgãos de segurança pública objeto da presente Emenda à Constituição à época de sua promulgação.
Art. 6º O município poderá, observado o disposto no art. 144-A da Constituição, converter sua guarda municipal, constituída até a data de promulgação da presente Emenda à Constituição, em polícia municipal, mediante ampla reestruturação e adequado processo de qualificação de seus profissionais, conforme parâmetros estabelecidos em lei.
Art. 7º O Estado ou Distrito Federal poderá, na estruturação de que trata o § 3º do art. 144-A da Constituição, definir a responsabilidade das polícias:
I – sobre o território, considerando a divisão de atribuições pelo conjunto do Estado, regiões metropolitanas, outras regiões do Estado, municípios ou áreas submunicipais; e
II – sobre grupos de infração penal, tais como infrações de menor potencial ofensivo ou crimes praticados por organizações criminosas, sendo vedada a repetição de infrações penais entre as polícias.
Art. 8º Os servidores integrantes dos órgãos que forem objeto da exigência de carreira única, prevista na presente Emenda à Constituição, poderão ingressar na referida carreira, mediante concurso interno de provas e títulos, na forma da lei.
Art. 9º A União, os Estados e o Distrito Federal e os municípios terão o prazo de máximo de seis anos para implementar o disposto na presente Emenda à Constituição.
Art. 10 Esta Emenda à Constituição entra em vigor na data de sua publicação”
Passa-se a análise da Proposta de Emenda Constitucional nº 51/2013.
O primeiro argumento contra a aprovação da PEC 51 é que a desmilitarização da Polícia Militar geraria um cenário de falta de controle, de desordem pública, o que permitiria a práticas de inúmeros excessos por parte de uma polícia ostensiva sem as amarras de controle do Código Penal Militar. Assim, a desmilitarização da Polícia Militar ocasionaria uma forte instabilidade institucional, uma vez que haveria o enfraquecimento da hierarquia e disciplina do aparato repressivo do Estado. Ora, a polícia ostensiva fardada existe em todos os países democráticos do mundo. Ou seja, mesmo nas democracias mais avançadas, há a necessidade de existir uma polícia ostensiva, responsável pelo controle dos cidadãos, uma vez que apenas o Estado detém o monopólio do uso legítimo da violência e da força coercitiva.iii
O segundo argumento contra a aprovação da PEC 51 é que a unificação entre a Polícia Civil e a Polícia Militar é totalmente inviável do ponto de vista prático. As carreiras da Polícia Civil e da Polícia Militar são tão diferentes entre si que seria praticamente impossível estabelecer a união das duas instituições completamente distintas numa única só. Por exemplo, a carreira da Polícia Civil é formada pelo cargo de Delegado de Polícia, Agente de Polícia, Escrivão de Polícia, Papiloscopista e Perito Criminal, entre outros. Já a carreira da Polícia Militar é organizada em patentes nos moldes das Forças Armadas, com a existência de cargos de oficiais e não oficiais.
O terceiro argumento contra a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional nº 51 é que proposta é incoerente, uma vez que propõe a unificação entre a polícia civil e a polícia militar. No entanto, no âmbito federal, mantém a existência da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Ferroviária Federal. Ou seja, a proposta é casuística para atender a interesses exclusivos das carreiras de suboficiais e de agentes de polícia. É interessante destacar que a PEC 51 prevê a manutenção da praticamente inexistente Polícia Ferroviária Federal, ao invés de regulamentar a Força Nacional de Segurança, que funciona ao arrepio da CF/88.
O quarto argumento contra a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional nº 51 é que ela traz embutida um conceito completamente errôneo e equivocado de “ciclo completo”. Ora, num estado democrático de direito, é inclusive recomendável a existência de múltiplas instituições policiais, de forma a não se concentrar todo o aparato de repressão estatal nas mãos de um único órgão.iv
Assim, o denominado “ciclo completo” não passa de uma ficção jurídica que não existe em nenhuma moderna organização policial e não policial do mundo. Ora, todas as áreas do conhecimento são caracterizadas pela especialização de conhecimento e pela existência de cargos de diferentes níveis de complexidade. Por exemplo, num hospital, há os cargos de nível básico, os cargos de nível intermediário e os cargos de nível superior. Assim, um enfermeiro, possuidor de diploma de nível superior, por mais experiente e capaz que seja, nunca será promovido para ocupar o cargo de médico. Outro exemplo encontra-se no Poder Judiciário, um analista judiciário ou um oficial de justiça ou um diretor de secretaria ou um assessor, por mais que tenham décadas de experiência no Tribunal, jamais serão promovidos para ocupar o cargo de Juiz de Direito. Outro exemplo encontra-se no Ministério Público. Um analista do Ministério Público, por mais competente e experiente que seja, nunca será promovido para o cargo de Promotor de Justiça. Outro exemplo, encontra-se nas Forças Armadas, que são separadas nos quadros de suboficiais e oficiais. Dessa forma, um soldado jamais chegará ao cargo de General, a não ser que preste concurso público para ingressar na carreira de oficial do Exército. Em suma, a exigência de concurso público e a formação profissional específica são essenciais para que os profissionais atinjam o ápice de qualquer instituição, seja ela de caráter público ou privado. Isso porque a Constituição Federal de 1988 decidiu valorizar a meritocracia, ao invés da subjetiva “experiência profissional”, para combater justamente os denominados “concursos internos para contratação da apadrinhados”. v
O quinto argumento contra a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional nº 51 é que a proposta não prevê, em nenhuma hipótese, a possibilidade da chamada “entrada lateral” na carreira policial. Dessa forma, ao propor que todos os novos policiais ingressem sempre no nível mais baixo e de menor remuneração da carreira, inevitavelmente haverá enorme prejuízo para a instituição policial na busca e na contratação de quadros mais qualificados. Isso ocorre porque as pessoas mais qualificadas não se sujeitarão a ingressar em um cargo baixo e de menor remuneração. Dessa maneira, as pessoas mais qualificadas farão concursos para outras carreiras jurídicas, tais como Promotor de Justiça, Juiz de Direito, Procuradores e Defensores Públicos, ao invés de se direcionar para a área de investigação policial, em razão do baixo salário para a futura entrada na carreira policial, caso a PEC 51/2013 fosse aprovada.
O sexto argumento contra a aprovação da PEC 51/2013 é que a proposta viola o princípio da isonomia e do concurso público, ao prever o ressurgimento de vetustos institutos do passado, banidos pela Constituição Federal de 1988, tais como os famigerados “concursos internos para provimento derivado de cargos” e a chamada “ascensão funcional”. A instituição da progressão vertical entre os diversos cargos do Departamento de Polícia Federal sem a realização de concurso público violaria a jurisprudência consolidada e pacificada pelo STF desde a Constituição Federal de 1988 no sentido da proibição da progressão derivada vertical sem a realização de concurso público.vi
O sétimo argumento contra a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional nº 51/2013 é que a proposta não inclui o Ministério Público. Ora, com o crescente movimento do Ministério Público no sentido de realizar investigações criminais, mesmo que ao arrepio do art. 144, §1º, IV, da CF/88, não seria lógico que, se o Ministério Público pode investigar, ele não deveria ser o ápice da carreira de investigação criminal? vii
O oitavo argumento contra a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional nº 51/2013 é que a ideia de “carreira única”, ou melhor, as ideias de “cargo único” e a ideia de “ciclo completo” sugeridas pela PEC nº 51/2013 seriam uma construção inédita nas modernas organizações policiais do mundo e genuinamente brasileira, assim com a jaboticaba e a caipirinha.
Nos Estados Unidos, por exemplo, não existe o denominado “cargo único” ou “ciclo completo de polícia”, pois além de existir diversas polícias federais e estaduais nos Estados Unidos, cada polícia é formada por inúmeros cargos.
Em estudo, CABRAL (2011) assim estabelece: viii
“Cumpre destacar, inicialmente, que a polícia judiciária da União nos Estados Unidos é formada, na realidade, por inúmeras agências policiais federais, ao contrário do modelo existente no Brasil. Entre essas agências federais, merece destaque o Federal Bureau of Investigation - FBI.Pode-se afirmar que o FBI é uma agência de polícia federal norte-americana responsável pela proteção e defesa dos Estados Unidos contra atos de terrorismo e ameaças estrangeiras. (...)
Após uma breve introdução sobre as atribuições do Federal Bureau of Investigation (FBI), passa-se agora a análise dos inúmeros cargos existentes na carreira do FBI. Entre eles, destacam-se:
1.Special Agents (Agentes Especiais): são responsáveis pela presidência das investigações sensíveis à segurança nacional. Atuam, dessa forma, no combate ao terrorismo, crime organizado, corrupção pública, crimes de colarinho branco, crimes financeiros, roubos, seqüestros, crimes de extorsão e o combate à violação dos estatutos federais. Encontra paralelo no Brasil com as funções exercidas pelo cargo de Delegado de Polícia Federal. São as autoridades policiais federais norte-americanas. [02]
2.Investigative Specialist (Especialistas em investigação): são responsáveis pela realização das atividades investigativas de suporte. Auxiliam os Special Agents com a obtenção de informações de inteligência. São responsáveis pelo planejamento e execução das operações de vigilância. Encontra paralelo no Brasil com as funções exercidas pelo cargo de Agente de Polícia Federal. [03]
3.FBI Police (Seguranças do FBI): são os responsáveis pela proteção do efetivo e das instalações do FBI. Realizam atividades de segurança, tais como controle da identificação, definição do perímetro de segurança e patrulhas. [04]
4.Surveillance Specialists (Especialistas em vigilância): São responsáveis pelas tarefas de vigilância policial e suporte. Encontra paralelo no Brasil com algumas funções exercidas pelo cargo de Agente de Polícia Federal. [05]
5.Business Management (Administradores públicos): são os gestores contratados para a administração dos recursos humanos e logística, bem como podem atuar na gerência de outros ramos administrativos da instituição policial. [06]
6.Linguistics (Tradutores/analistas de idiomas): são responsáveis pela tradução, transcrição e análise de material com implicações na segurança nacional. Combinam a proficiência em idiomas com a experiência na área criminal. [07]
7.Applied Science, Engineering & Technology (Especialistas em Ciências Aplicadas, Engenharia e Tecnologia): Encontra paralelo no Brasil com o cargo de Perito Criminal Federal. Os chamados "FBI's Applied Science, Engineering & Technology (ASE&T)" são os profissionais pela criação de avanços na área da ciência forense, tecnologia de informação, com a utilização de seus conhecimentos técnicos e científicos para a resolução dos problemas enfrentados pelo FBI. Também são responsáveis por exames de DNA. [08]
8. Information Technology (Analistas de Tecnologia da Informação): são responsáveis pelo desenvolvimento e manutenção da rede de informação do FBI. [09]
9. Intelligence Analysis (Analistas de Inteligência): são responsáveis pela reunião de informações sobre matérias relativas à segurança nacional e à segurança pública. Encontra paralelo no Brasil com algumas funções exercidas por agentes de Polícia Federal. [10]
10. Other Carrer Opportunities (Outras atividades administrativas): o FBI também possui outras carreiras de apoio, tais como a de relações públicas, mecânicos, médicos, enfermeiros, entre outras. Encontra paralelo no Brasil com as tarefas exercidas pelo quadro de servidores administrativos da Polícia Federal. [11]
Outra agência policial federal dos Estados Unidos é chamada de U.S. Marshals. (...) Após uma breve análise das atribuições dos U.S. Marshals, é oportuno mencionar que a carreira dessa agência policial federal norte-americana divide-se nos seguintes cargos: [12]
11.Deputy U.S. Marshals (Delegados):são responsáveis pela proteção de dignitários; transporte de prisioneiros; investigações para localização de foragidos da Justiça; proteção de testemunhas; armazenamento e administração dos bens e materiais apreendidos; pela custódia de presos federais e pela realização de operações táticas. [13]
12.Administrative Officer (administradores): são responsáveis pela administração dos recursos das Delegacias dos US Marshals nos estados. [14]
13.Human Resource (HR) Specialist/Assistant (especialistas em recursos humanos): são responsáveis pela gestão de recursos humanos dos US Marshals. [15]
14.Management and Program Analyst (analistas de programas): são responsáveis pela análise de programas e recursos dos US Marshals. [16]
15.Budget Analyst: são os analistas de orçamento dos US Marshals. [17]
16.Investigative Research Specialist: são os especialistas responsáveis pela realização de pesquisas e investigação do paradeiro dos foragidos da Justiça Federal. [18]
17.Administrative Support Assistant (OA): são os assistentes técnicos de suporte administrativo dos US Marshals. [19]
18.Accountant: são os responsáveis pelo serviço de contabilidade dos US Marshals. [20]
19.Detention Enforcement Officers (DEO): são os policiais responsáveis pelo transporte de prisioneiros; pela condução de busca pessoal; pela organização das celas e pela recepção e envio de presos. Tal carreira encontra paralelo no Brasil com as funções exercidas por agentes penitenciários. [21]
20. Aviation Enforcement Officers (AEO): são os policiais responsáveis pelo transporte aéreo de presos pela realização de buscas pessoais, pela colocação e retirada de algemas, pela recepção e envio de presos, e pela conferência de toda a documentação relativa aos presos. [22]
Outra agência policial federal dos Estados Unidos responsável pelo combate ao tráfico de drogas é conhecida como US Drug Enforcement Administration (DEA). Trata-se da policial federal responsável pela repressão ao tráfico de drogas e pelo controle de substâncias químicas potencialmente utilizadas no refino de drogas. Os cargos existentes na DEA são os seguintes:
21.Special Agents (Agentes Especiais): são os responsáveis pela condução de investigações relacionadas ao tráfico de drogas. São recrutados profissionais formados nas mais diversas áreas, em especial, profissionais que detenham conhecimento de diversos idiomas ou possuam habilidades específicas. [23]
a).Diversion Investigator (Investigadores contra desvios de produtos químicos e drogas): são os responsáveis, por exemplo, pela condução de investigações relacionadas às farmácias existentes na internet. São também responsáveis pela adoção das medidas administrativas, civis e criminais cabíveis contra o comércio ilegal de substâncias químicas e medicamentos. [24]
b).Chemist & Fingerprinting (Peritos em química e Papiloscopistas): os trabalhos de exames laboratoriais e de coleta de impressões digitais subdividem-se em 03 (três) cargos: [25]
c).Forensic Chemist (Peritos em química): são os responsáveis pela análise química das substâncias entorpecentes, com a identificação de novas drogas, novas formas de se burlar a fiscalização por meio de produtos. Tal cargo encontra paralelo no Brasil com as funções exercidas pelos Peritos Criminais Federais.
d).Fingerprint Specialist (especialistas em impressões digitais): são os técnicos responsáveis pela coleta e análise de impressões digitais. Trata-se da função exercida no Brasil pelo cargo de Papiloscopista Policial Federal.
e).Forensic Computer Examiner (Peritos em informática): são os responsáveis pela coleta das evidências digitais e pela análise e recuperação de informações contidas em computadores. Tem função similar a exercida no Brasil pelos Peritos Criminais Federais na área de informática.
22.Intelligent Research Specialist (Especialistas em pesquisa e análise de inteligência): são os especialistas em pesquisa e inteligência que trabalham lado a lado com os Special Agents na condução e na análise de complexos projetos de pesquisas e de atividades de combate ao tráfico de drogas. Seus projetos envolvem estudos sobre as áreas de plantação e produção de drogas, métodos de transporte e organização da produção de substâncias entorpecentes ao redor do mundo. [26]
23.Outras carreiras de apoio: analistas de recursos humanos, analistas de finanças e aquisições, advogados, analistas administrativos (contadores, técnicos em contabilidade, administradores, especialistas em administração, engenheiros, especialistas em proteção ambiental, analistas de programas, técnicos na coleta de evidências, assistentes administrativos, especialistas em tecnologia da informação, especialistas em telecomunicações, entre outros). [27]
Ainda, no que se refere à organização das polícias federais nos Estados Unidos, há outra agência federal denominada CIA (Central Intelligence Agency), que é responsável pela coleta, avaliação de dados de inteligência para auxiliar o Presidente da República e seus assessores políticos na tomada de decisões relativas à segurança nacional americana. Em síntese, a missão da CIA é a coleta de informações sobre planos, intenções e capacidade dos adversários, além de produzir análises sobre a necessidade de preservação dos interesses dos Estados Unidos e a condução de ações para a prevenção de ameaças internas e externas. [28]
A CIA (Central Intelligence Agency) possui uma gama enorme de cargos relacionados com as áreas de informação, segurança, computação, espionagem, engenharia e logística, análise gráfica, advocacia, medicina, perícia forense, entre outras. Apenas a título ilustrativo, cumpre citar alguns dos inúmeros cargos existentes na CIA. São eles: 1) analista de metodologia, 2) analista de economia, 3) analista de inteligência, 4) analista militar, 5) analista de imprensa estrangeira, 6) analista político, 7) analista de alvos, 8) analista de contra-inteligência, 9) analista de contra terrorismo, 10) analista de observação, 11) agente secreto, 12) especialista em idiomas, 13) especialista em segurança de informações, 14) engenheiro de computação, 15) perito em engenharia de computação, 16) engenheiro de telecomunicações, 17) engenheiro de segurança e de sistemas, 18) engenheiro elétrico, 19) engenheiro mecânico, 20) administrador, 21) geógrafo, 22) cartógrafo, 23) especialista em multimídia, 24) agente especial/investigador, 25) especialista em logística, 26) psicólogo, 27) médico, 28) enfermeiro, 29) cientista, 30) perito em ciência, tecnologia e armas, 31) analistas de estratégia e alvos, 32) segurança, 33) policial, 34) agente de proteção, 35) examinador de polígrafo, 36) auditor, 37) auditor de tecnologia da informação, 38) especialista em contratos, 39) assistente financeiro, 40) instrutor de línguas estrangeiras e 41) especialista em análise de publicações estrangeiras, entre outras. [29]
Ora, fica claro que não existe esta teratologia chamada de “ciclo completo” nos Estados Unidos, uma vez que há inúmeras policiais federais e estaduais responsáveis por atividades ora investigativas, ora exclusivamente ostensivas (US MARSHALS, por exemplo). Ademais, no âmbito estadual, cada polícia estadual norte-americana possui chefes de polícia, em regra, eleitos pela comunidade, denominados xerifes.ix
Além disso, não existe ciclo completo de polícia e cargo único na França, pois este país possui duas polícias (Polícia Nacional e a “Gendarmerie” Nacional). Nesse ponto, CABRAL & SOUZA (2013) assim ensinam:x
“Na França, os órgãos responsáveis pela garantia da segurança pública são a Polícia Nacional (Police Nationale) e a Gendarmaria Nacional (Gendarmerie Nationale), encarregados das atividades de polícia judiciária e de manutenção da ordem pública, vinculados ao Ministério do Interior e cujas atribuições são repartidas com base em critério territorial. Enquanto a Polícia Nacional tem estatuto civil e circunscrição nos municípios com mais de 10 mil habitantes, a Gendarmaria tem estatuto militar e atua nos municípios com até 10 mil habitantes, salvo se houver decreto do Ministro do Interior em sentido contrário. Até há pouco tempo, a Gendarmaria estava vinculada ao Ministério da Defesa.
(...)
Como exposto acima, os policiais nacionais intervêm nas zonas urbanas, designadas como zonas estatizadas ou zonas de polícia nacional. Os cargos dos principais integrantes da Polícia Nacional são Comissário (Commissaire), Oficial (Officier) e Guardião da Paz (Guardien de la Paix). Existem, ainda, os ADS (adjuntos de segurança), os técnicos científicos (equivalentes a peritos), os servidores administrativos e a reserva da polícia (aposentados voluntários).
Os comissários são os altos funcionários da Polícia Nacional, fazem parte de seu corpo de concepção e de direção, são responsáveis ??pela elaboração e implementação das doutrinas de emprego e pela direção do pessoal e dos serviços sob sua responsabilidade. As funções do Comissário no início de sua carreira equivalem às de Delegado de Polícia Chefe de Distrito, ou Chefe de uma Delegacia da Polícia Federal. Já no auge de sua carreira, teriam funções como as de Delegado-Geral de Polícia, Diretor-Geral, Superintendente Regional, Corregedor, Coordenador-Geral e Diretor de Departamento.
Os comissários participam da concepção, da realização e da avaliação dos programas e dos projetos relativos à prevenção da insegurança e da luta contra a delinquência, exercendo as atribuições de magistrado que lhes são conferidas por lei. A carreira de comissário tem dois níveis: Comissário de Polícia e Comissário Divisionário de Polícia.
Os concursos dos comissários são feitos anualmente, metade das vagas são oferecidas em concurso externo, aberto a pessoas com até 35 anos de idade, que tenham pós-graduação (master), ou diploma universitário. Há vários comissários oriundos do concurso externo recém-formados em Direito, Ciências Políticas, Administração e Economia, dentre eles, alguns possuem experiência na área de segurança. As provas são dissertativas e orais, além de uma avaliação oral de língua estrangeira (inglês, espanhol, alemão, italiano, mandarim, russo, ou turco). A prova física tem caráter eliminatório, assim como o exame psicotécnico, associado a uma entrevista de conhecimentos gerais com a banca.
Já o concurso interno ao cargo de comissário é aberto aos funcionários públicos civis ou militares, ou agentes do Estado, das coletividades territoriais, de um órgão público, ou de uma organização internacional intergovernamental. Podem se inscrever os comandantes da Polícia Nacional. Submetem-se às mesmas provas do concurso externo.
Há, ainda, a possibilidade de ingresso na carreira de comissário pela via de acesso profissional (VAP), de sorte que os candidatos são selecionados a partir de provas escritas práticas e análise do currículo profissional.
A título de exemplo, no curso de formação dos comissários iniciado em setembro de 2011, havia 40 alunos-comissários, sendo 20 oriundos do concurso externo, 16 do concurso interno e 4 VAP. A duração deste curso é de dois anos, metade do tempo dedicado às aulas expositivas na Escola Nacional Superior de Polícia (ENSP) em alternância com as fases de estágio nos serviços da polícia. Cerca de 15 policiais de diversos países participam do primeiro ano desta formação, são os chamados ouvintes estrangeiros (auditeurs étrangers), que, ainda, cursam mestrado em segurança pública com os alunos comissários do concurso interno.
A formação do comissário é vasta e bastante teórica, pode-se dizer que há uma ênfase no preparo para os grandes temas da atualidade em segurança pública e em polícia judiciária, para as questões internacionais, para o gerenciamento de pessoas e serviços (management) e administração pública, com seminários e trabalhos em grupo, além noções técnicas operacionais e policiais.
Todos os anos, durante a cerimônia de formatura dos Comissários da Polícia Nacional, é feita a leitura do art. 12 da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão de 26 de agosto de 1789, ano da Revolução Francesa, o qual evoca a existência de uma força de ordem para garantia da segurança do cidadão e, ao mesmo tempo, fundamenta a deontologia policial, atualíssimo e com reflexos no direito estrangeiro:
“La garantie des droits de l'Homme et du citoyen nécessite une force publique; cette force est donc instituée pour l'avantage de tous, et non pour l'utilité particulière de ceux auxquels elle est confiée.” (“A garantia dos direitos do homem e do cidadão necessita de uma força pública; esta força é, pois, instituída para fruição por todos e não para uso particular daqueles a quem é confiada”).
As funções de comando operacional dos serviços cabem aos oficiais da Polícia Nacional, que auxiliam os comissários no exercício de suas funções, essencialmente comandam os demais policiais encarregados da execução em matéria policial e de segurança interna. Os oficiais têm três patentes: tenente de polícia, capitão de polícia e comandante de polícia. São igualmente recrutados por concurso externo ou interno, com critérios de seleção semelhantes aos do commissaire.
Sua formação na Escola Superior dos Oficiais de Polícia (ENSOP) tem duração de dezoito meses, com fase de estágio e de aulas teóricas e práticas, com ênfase na parte operacional e de comando policial. A ENSOP vem passando por mudanças administrativas e sua direção está sendo fundida à da ENSP, cogitando-se uma fusão entre as carreiras de comissário e de oficial no futuro.
Na base da estrutura da Polícia Nacional francesa está o cargo de guardião da paz, agente de autoridade que exerce suas funções em contato direto com a população, age nas vias públicas, tanto na prevenção, como em intervenções, ou obtendo informações nas investigações. Suas missões são variadas: assegurar a segurança das pessoas, dos bens e das instituições, o controle de fronteiras, a luta contra a delinquência, as drogas e o terrorismo, e a manutenção da ordem pública. Os guardiães são selecionados por concurso interno aberto a candidatos que exerçam a função de ADS, ou voluntários das forças armadas que serviram na Gerdarmaria, ou por concurso externo aberto a candidatos com nível médio.
A PN dispõe da Polícia Técnica e Científica (PTS), um corpo especializado, não considerado efetivo policial, mas que apoia as atividades operacionais policiais. Realizam perícias, além de alimentar e analisar bancos de dados de impressões digitais e de códigos genéticos. Alguns guardiães da paz receberam formação que lhes permite atuar como policiais polivalentes e executar algumas atividades no serviço da PTS.
O efetivo chamado contratual, é composto pelos adjuntos de segurança (ADS) e pelos cadetes, que trabalham em apoio aos guardiães da paz. Os ADS são uniformizados e portam uma arma de serviço, possuem a qualidade de agentes adjuntos de polícia judiciária. O contrato de um ADS tem duração de 3 anos, renováveis por uma vez. Há muitas críticas a este modelo, a começar pela formação muito curta dos ADS (12 semanas e estágio de duas semanas), qualificação e remuneração baixas. A PN admite jovens voluntários que auxiliam no acolhimento de vítimas e nos trabalhos de prevenção.
(...)
Os integrantes da Polícia Nacional recebem, ao concluírem sua formação, uma qualificação judiciária, conforme seu cargo, com diferentes níveis de complexidade na investigação. Assim, os comissários da polícia e os tenentes (oficiais da polícia) estão habilitados a exercerem as funções de oficial de polícia judiciária (OPJ), a fim de presidirem as investigações. Os guardiães da paz recebem a qualificação de agente de polícia judiciária (APJ), o que lhes possibilita executar determinados atos, sob a supervisão dos OPJ. Os adjuntos de segurança, são habilitados como agentes adjuntos de polícia judiciária, podendo atuar sob a supervisão dos APJ. Os guardiões da paz podem fazer uma formação para OPJ e, se aprovados em exame, recebem tal qualificação, uma tendência que vem se apresentando diante da necessidade e do aumento tanto da pequena como da média delinquência. O OPJ, independentemente de cargo, conduz as investigações que lhes são confiadas, dirige a atividade de um grupo operacional, ou de uma unidade especializada, sempre sob a autoridade dos comissários de polícia.
Também não existe ciclo completo de polícia e cargo único na Espanha. Nesse ponto, CABRAL & SOUZA (2013) assim estabelece:xi
Atualmente, o complexo sistema político espanhol vem sendo considerado pelos estudiosos em ciência política como um “Estado de Autonomias”, o que equivale a um estado formalmente unitário, mas que na prática funciona como uma federação bastante descentralizada, composta por comunidades autônomas, cada uma delas com diferentes níveis de autogoverno (...) No âmbito nacional, existem duas instituições policiais: o Corpo Nacional de Polícia – CNP (também conhecido como Policía Nacional), de natureza civil, e a Guarda Civil (Guardia Civil, popularmente conhecida como La Benemérita), de natureza militar. Ambas as instituições integram o conceito constitucional de “Forças e Corpos de Segurança do Estado” (Fuerzas y Cuerpos de Seguridad del Estado), sendo ambos enquadrados como órgãos da Secretaria de Estado de Segurança (Secretaría de Estado de Seguridad), que por sua vez é vinculada ao Ministério do Interior.
O nono argumento contra a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional nº 51 é que a proposta propõe a criação da Polícia Municipal. Aqui fica evidente o caráter nocivo da proposta, pois prevê a criação de uma polícia para ser chefiada por prefeitos e que funcionaria, na prática, como uma “polícia de cabos eleitorais”.
O décimo argumento contra a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional nº 51/2013 é que a proposta é injusta com os candidatos que se esforçaram a lograr êxito na aprovação nas carreiras de oficiais da Polícia Militar e nas carreiras de Delegado de Polícia Federal, instituindo-se uma espécie de comunismo nas instituições policiais, com a extinção dos referidos cargos.
O décimo primeiro argumento contra a aprovação da Proposta de Emenda Constituicional nº 51/2013 é que ela pretende a criação de uma inútil e cara “Ouvidoria Externa”, constituída no âmbito de cada órgão policial previsto nos arts. 144 e 144-A, para realizar o controle externo da atuação do órgão policial. Essa sugestão tétrica pretende a criação de um órgão externo dentro de cada órgão policial (não passaria a ser um órgão interno?) para executar o controle externo da atividade policial a ser exercido paralelamente ao Ministério Público.
Ora, para que é necessária a criação de uma inútil ouvidoria externa para controlar a atividade policial? Não seria melhor que o controle externo continuasse a ser executado pelo Ministério Público em caráter exclusivo? Essa ouvidoria seria um órgão totalmente inútil e caro que somente repassaria as informações recebidas de violações e abusos ao Ministério Público.
O décimo segundo argumento contra a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional nº 51/2013 é que o art. 8º da referida proposta estabelece que: “Os servidores integrantes dos órgãos que forem objeto da exigência de carreira única, prevista na presente Emenda à Constituição, poderão ingressar na referida carreira, mediante concurso interno de provas e títulos, na forma da lei”. Esse art. 8º da PEC 51/2013, caso fosse aprovado, instituiria o caos na segurança pública. Assim, de acordo com o texto da PEC 51/2013, os atuais servidores integrantes dos órgãos policiais poderiam se recusar a participar da nova carreira.
Ou seja, ao invés de transformar os cargos da antiga carreira em cargos de uma nova carreira, respeitando-se a hierarquia, a PEC 51/2013, caso fosse aprovada, obrigaria que todos os policiais fizessem um novo concurso, agora interno, para ingressar a nova carreira. De acordo com a proposta, um coronel da PM, para ingressar na nova carreira, deveria fazer um concurso interno para ser soldado? Além disso, de acordo com o texto da PEC 51, um Delegado de Polícia Federal de último nível da carreira da Polícia Federal deveria fazer um “concurso interno de provas e títulos” para participar da nova carreira policial, ingressando no cargo mais baixo e no nível mais baixo da nova hierarquia? Ou seja, a ideia da PEC 51/2013 é claramente subverter a hierarquia das instituições policiais, com a instalação do caos administrativo.
O décimo terceiro argumento contra a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional nº 51/2013, é que ela não ataca a raiz dos problemas relacionados à segurança pública no país. Uma reforma do art. 144 da CF/88 deveria passar necessariamente pela concessão de autonomia financeira e orçamentária às instituições policiais, pela criação de um piso nacional para os policiais, pela transformação dos atuais órgãos policiais em agências, nos moldes do FBI. Além disso, a alteração do art. 144 da CF/88 deveria prever a autonomia investigativa ao Delegado de Polícia.
Por todo o exposto, sem a menor pretensão de esgotar o presente tema, verifica-se, salvo melhor juízo, que aProposta de Emenda Constitucional nº 51/2013 (PEC TREM DA ALEGRIA), ao defender os vetustos institutos da “ascensão funcional” e do “concurso interno de seleção” vai de encontro ao princípio constitucional da isonomia e da igualdade disposto no art. 37, II, da Constituição Federal de 1988, que assim estabelece: “Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte:  (...) II - a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego, na forma prevista em lei, ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração”.
Além disso, a PEC 51/2013 não visa, em nenhum momento, melhorar a segurança pública do país, mas sim apenas o atendimento de interesses sindicais e políticos, criando-se um estado de guerra e pandemônio nas instituições policiais, caso fosse aprovada, gerando um cenário futuro de caos na segurança pública do paísxii
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